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Risco político afugenta investidores e afeta bolsa italiana

Mercado Financeiro / 16 Maio 2018

O avanço dos dois partidos antissistema da Itália para formar uma coalizão e liberar bilhões de euros para redução de impostos e melhoria social afugentou investidores e afetou a bolsa de Milão nesta quarta-feira (16). O índice italiano recuou 2,3%, a pior queda desde a eleição realizada no início de março. O euro, mesmo fraco, sustentou os principais índices acionários europeus.

O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,19%, a 1.543 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 ganhou 0,21%, a 393 pontos, rondando o nível mais alto desde o início de fevereiro.

Os bancos italianos, que são considerados um termômetro do risco político no país, caíram 3,68% com os custos dos empréstimos subindo.

A Itália já tem uma dívida no valor de mais de 130% da produção anual e as promessas dos partidos Liga e Movimento 5 Estrelas de introduzir uma taxa fixa de impostos de 15%, novos pagamentos de assistência social e de acabar com uma reforma impopular da Previdência devem afetar as finanças do país.

Uma exceção no mercado italiano foi a Saipem, que subiu 12,2% depois de ter sido elevada pela Bernstein para “outperform”, refletindo o crescente otimismo na recuperação da empresa de serviços de petróleo.

Segundo a Reuters, um euro mais fraco deu sustentação a empresas europeias com receitas em dólar conforme a moeda norte-americana ampliou seus ganhos contra uma cesta de moedas.

Mineradoras e o setor de materiais básicos se beneficiaram da tendência e fecharam com ganhos de 2,79%.

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,15%, a 7.734 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,20%, a 12.996 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,26%, a 5.567 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,32%, a 23.734 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,95%, a 10.111 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,07%, a 5.695 pontos.