Risco da Argentina sobe 14% após prévia eleitoral

Títulos da dívida argentina começaram a semana com quedas de até 9%.

Mercado Financeiro / 23:11 - 19 de ago de 2019

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A redução da classificação de risco da Argentina fixada pela Fitch e pela Standard & Poor's e a demissão do ministro da Fazenda Nicolás Dujovne arrastaram nesta segunda-feira os preços na abertura dos mercados internacionais. Os títulos da dívida argentina começaram a semana com quedas de até 9% e o risco país disparou 14%, atingindo 1897 pontos. Com esse diagnóstico, o risco país continuou sua escalada. O 2024 Bonar, um dos títulos mais exigidos em dólares, liderou o crash.
O crescente risco de inadimplência se traduz na queda renovada do preço dos títulos e no aumento da lucratividade oferecida por esses títulos. A atenção nos mercados é colocada na missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que chegará a Buenos Aires nos próximos dez dias. O objetivo da visita é avaliar o andamento do programa de ajuste fiscal promovido pelo governo de Mauricio Macri.
O índice de risco-país, que expressa a diferença entre as taxas de juros pagas pelos títulos argentinos e os ativos norte-americanos, aumentou 127% no mês, ao mesmo tempo em que registrou um aumento de 118% em doze meses.
Na sexta-feira passada, a empresa de classificação de risco Fitch rebaixou a classificação de crédito dos títulos emitidos pela Argentina. A empresa fez um corte abrupto: em seu último relatório, reduziu a nota da dívida de B para CCC, um rating que reflete a desordem econômica e a probabilidade de uma cessação da dívida.
 

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