Rio tem maior desvalorização do m² do Brasil, aponta indicador

Rio de Janeiro / 14:59 - 13 de abr de 2016

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Levantamento realizado pela plataforma VivaReal - o índice DMI-VivaReal, com análises referentes a indicadores do setor imobiliário - aponta que no primeiro trimestre de 2016, a amostra contemplou 30 cidades em diferentes regiões do país e considerou mais de 4 milhões de imóveis usados disponíveis para compra ou aluguel. O preço médio do m² para aluguel no Rio de Janeiro apresentou o valor mais baixo dos últimos três anos e fechou março de 2016 em R$ 34,62. O aluguel no final do primeiro trimestre de 2016 apresentou desvalorização nominal de 21,3%, quando comparado com março de 2015. Considerando a inflação, os valores apresentaram queda real de 29,4%. O IGP-M acumulado no período foi de 11,56%. Na capital, os bairros com as maiores quedas foram Copacabana (-20,0%), Botafogo (-12,3%), Ipanema (-11,1%), Barra da Tijuca (-10,2%), Leblon (-6,4%) e Recreio dos Bandeirantes (-4,8%). - A instabilidade do cenário econômico e as restrições no crédito imobiliário afetaram o equilíbrio da oferta e demanda de imóveis. Com a dificuldade para vender muitos proprietários preferiram apostar na locação a ficar com eles parados. Isso aumentou a oferta e deu margem para o consumidor negociar, o que contribui para a queda no valor médio do aluguel - comenta Lucas Vargas, executivo chefe de Operações do VivaReal. Em março de 2016, o valor médio do m² para venda no Rio de Janeiro teve queda nominal de 2,0%, quando comparado com o mesmo período de 2015. No entanto, quando levamos em consideração o índice de inflação acumulado do período - IPCA em 9,5% - o m² para venda apresentou desvalorização real de 10,5%. Os bairros com maiores variações negativas para venda foram Pilares (-21,1%), Pavuna (-12,5%), Vista Alegre (-12,3%), São Cristóvão (-9,3%) e Maracanã (-7,3%). Já os mais valorizados foram Marechal Hermes (+22,3%), Guaratiba (+18,9%), Realengo (+13,3%), Cascadura (+11,7%) e Abolição (+9,6%). Demanda por aluguel continua em alta na cidade O índice também acompanha a demanda por aluguel e compra no Rio de Janeiro. Em março, a demanda por imóveis para aluguel (54%) permaneceu maior do que a por compra (46%), mesmo após queda de três pontos percentuais em relação a fevereiro. Desde maio de 2015 a busca para aluguel vem crescendo no Rio de Janeiro e superou a por compra em outubro de 2015. - Após a sazonalidade favorável para locação, que ocorre nos últimos meses do ano, a procura por compra voltou crescer no Rio de Janeiro. A tendência é que a demanda continue dessa maneira no resto do ano. No entanto a diferença entre a procura por locação e compra deve permanecer mais próxima - completa Vargas.

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