Rio tem 2,2 milhões de inadimplentes com dívidas de até R$ 500

Número representa quase 10% dos 23 milhões de pessoas que não honraram seus compromissos financeiros desta quantia no país.

Rio de Janeiro / 14:21 - 16 de ago de 2019

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Segundo levantamento da Serasa Experian, cerca de 2,2 milhões de pessoas têm dívidas em atraso de até R$ 500 no Estado do Rio de Janeiro. O número representa quase 10% dos 23 milhões de inadimplentes com pendências desta quantia, atrás apenas de São Paulo (4,5 milhões).

Em média, estas pessoas têm duas contas negativadas que somam até R$ 500. Caso optem por regularizar sua situação financeira, cerca de 4 milhões de dívidas em aberto sairiam da base da Serasa no Estado, ou 10,2% da base total de quase 39 milhões no país dentro do valor.

Em junho de 2019, o número de inadimplentes no Brasil chegou a 63,4 milhões e registrou novo recorde histórico. No comparativo com o mesmo mês do ano passado, que tinha 61,7 milhões, o crescimento foi de 2,5%. O Rio de Janeiro é o segundo estado com o maior número de devedores, com 6,1 milhões de pessoas.

Já pesquisa da Associação Brasileira de Administração de Consórcio (Abac) revela que número de inadimplentes no setor de consórcio teve queda entre os consorciados ativos e de posse de seus bens no período compreendido entre abril de 2018 e o de 2019. A Abac acredita que a conscientização sobre a educação financeira é crescente e está provocando mudanças positivas no comportamento dos consumidores quanto ao cumprimento das responsabilidades assumidas.

No mesmo período do ano passado a inadimplência média no segmento consorcial era de 7,00%, em abril deste ano caiu 0,77 ponto percentual, chegando em 6,23%.

O presidente-executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, afirma que "com o avanço do conhecimento sobre educação financeira, quando da adesão ao mecanismo, os interessados têm considerado principalmente o planejamento orçamentário para assumir novos compromissos, situação que por si já os diferencia no futuro cumprimento mensal dos pagamentos".

A Abac ainda divulgou que o Sistema de Consórcios encerrou o primeiro semestre do ano com aumento de 14,75% no acumulado de vendas de novas cotas, alcançando 1,40 milhão em comparação ao mesmo período de 2018, quando totalizou 1,22 milhão. Segundo Rossi, "os seis primeiros meses reafirmaram o crescente interesse dos consumidores pelo consórcio como forma de aquisição de bens ou de contratação de serviços com planejamento e capacidade de pagamento das parcelas em prazos mais longos".

Na contramão destes dados a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou no mês de julho o resultado da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. Segundo os dados, o percentual de endividados - com contas a pagar - ficou em 64,1%, já o percentual de inadimplentes - com contas em atraso - ficou em 23,9%. Simone Silva, gerente de marketing da KSL Associados - empresa especializada em cobrança - afirma que a inadimplência em sua maioria se manteve estável.

A taxa de desemprego, que ainda é bastante alta, ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas hoje em dia. "A inadimplência, como um todo, é consequência da redução da atividade econômica do país, mais precisamente do não cumprimento das obrigações financeiras do consumidor face às dificuldades enfrentadas no dia a dia", afirma o presidente da Abac.

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