Reunião com investidores fez Petrobras anunciar dados de agosto

Estatal mostra excelente perfomance e informa que mais 2 campos entrarão em operação este ano.

Acredite se Puder / 18:49 - 4 de set de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Na recente apresentação aos investidores, a Petrobras revelou que prevê a extração do primeiro óleo dos campos de Berbigão e Sururu, no pré-sal da bacia de Santos, no quarto trimestre deste ano, e que eles têm perspectivas de ficar 25 anos em produção. A Petrobras possui a maior participação desses campos, ou seja, 42,5%, seguida pela Shell, com 25%, pela Total com 22,5% e pela Petrogal, com 10%. Essas estruturas se situam na antiga área de Iara. O investimento brasileiro no projeto será de US$ 2,6 bilhões e no local vai operar a P-68, com capacidade para produzir 150 mil barris diários de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural, em lâmina d'água de 2.280 metros.

A Petrobras havia anunciado que as divulgações relacionadas à produção de petróleo seriam feitas trimestralmente. Porém, devido à reunião, foi obrigada a antecipar os dados relativos ao mês de agosto. Durante o encontro, revelou que levou 26 anos para produzir 1 bilhão de barris de petróleo a partir da produção em terra e águas rasas, e 15 anos para atingir o mesmo volume em águas profundas, segmento no qual se especializou até atingir a camada pré-sal, que chegou ao 1 bilhão de barris em apenas oito anos. Adiantou que 11 plataformas entrarão em operação nos próximos anos, sendo que cinco estão em contratação ou planejamento (Marlim 1 e 2, Seap, Parque das Baleias e Itapu). Este ano, a Petrobras instalou a P-68, no campo de Berbigão, que ainda não está em operação, e no ano que vem planeja a entrada da P-70, no campo de Atapu. As restantes serão instaladas a partir de 2021.

De acordo com a análise da XP Investimentos, as vendas das oito refinarias podem gerar de R$ 52 bilhões a R$ 57 bilhões, além de R$ 11 bilhões a R$ 13 bilhões com ativos de gás natural. Por essa razão consideram a Petrobras como excessivamente descontada em face de uma agenda positiva sem precedentes.

 

MRV vai em busca de pobres dos EUA

A MRV Engenharia Participações S/A, construtora brasileira focada no segmento residencial de baixa renda, está perto de comprar o controle da AHS Residential, uma empresa semelhante sediada nos EUA. O pitoresco é que Rubens Menin, maior acionista da MRV, com participação de 32%, é o fundador e presidente do conselho da AHS, fato não revelado aos demais acionistas. Mais engraçado que isso é o fato de que a AHS incorpora, constrói e administra prédios para locação nos EUA, em um modelo semelhante ao da MRV, mas sem contar com ajuda governamental como no programa Minha Casa Minha Vida.

Como lá não existe o My Home My Life, isso pode significar que a MRV vai assumir os riscos externos, liberando o fundador.

 

CVM inerte, MP tem de pressionar

No pregão da terça-feira, as ações ordinárias da Oi subiram mais de 5%, retornando ao patamar de R$ 1,21. No seguinte, permaneceram estáveis mesmo com a revelação oficial de que a Justiça autorizou o início da mudança no comando da empresa. O interessante é que o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, onde corre o processo de recuperação judicial da companhia, assinou a autorização na noite de segunda-feira. Então, o Ministério Público deve pressionar a CVM a apurar quem ganhou com a informação privilegiada.

 

Azul quer a Passaredo

Os analistas o Bradesco BBI acreditam que a Passaredo é o objetivo da Azul para aumentar sua operação em 26 slots e sua fatia de mercado em Congonhas passaria de 8% para 12% e poderia custar cerca de US$ 92 milhões. Ah, no momento, a MAP quer a Passaredo, e a Azul quer as duas. Por causa dessa operação, os técnicos do banco mantiveram a classificação de outperform e preço-alvo de R$ 78.

 

B3 crescerá no segundo semestre?

As recomendações para os papéis da B3 estão baseadas no poder de diversificação da receita da companhia e na visão de um fluxo resiliente. Além disso, há uma expectativa de que os números operacionais da empresa continuem com um volume mais forte no segundo semestre, especialmente em ações (segmento Bovespa) e mercados futuros (segmento BM&F). “Observamos uma janela bastante positiva do mercado acionário, que tende a favorecer as operações de emissões de ações, onde a B3 deve capturar o momento positivo para o mercado de capitais”, escreve a equipe de análise da Guide Corretora. A expectativa dos analistas é de que ocorram entre 20 e 30 operações, incluindo IPOs e follow-ons, até o fim de 2020.

 

Guide recomenda ações da Rumo

A continuidade do crescimento dos volumes de grãos nos próximos semestres, as sinalizações de incentivos às concessões, além da conclusão da renovação antecipada da Malha Paulista, levaram os analistas da Guide Corretora a recomendar a aquisição das ações da Rumo.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor