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Resultado da Cemig subiu 35,6% e chegou a R$ 464,6 milhões

Empresas / 16 Maio 2018

O desejo da Cemig é intensificar o ritmo do seu plano de desinvestimentos uma vez que a estatal mineira resolveu problemas “mais urgentes de liquidez”. A companhia avaliará todas alternativas disponíveis para concluir ainda em 2018 a venda de sua controlada Light, relataram executivos da elétrica em teleconferência com investidores nesta quarta-feira (16).

“As negociações continuam, com uma previsão de conclusão dentro do cronograma esperado, no segundo semestre. Mas acho que a Light tem algo muito positivo, que é esse momento de visibilidade do setor de energia e do setor de distribuição com (a disputa pela) Eletropaulo. Esse evento favorece e pode até acelerar nosso processo de venda”, disse o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Cemig, Daniel Faria Costa.

Após pergunta de um analista, os executivos da Cemig afirmaram também que o negócio pela Light ainda não foi fechado porque a proposta apresentada até o momento não foi considerada “suficiente pela companhia”.

A elétrica anunciou na teleconferência que recebeu uma oferta da transmissora de energia Taesa por sua fatia de 51% na empresa de transmissão Centroeste e que planeja divulgar até 31 de maio o edital de um leilão para a venda de seus ativos em telecomunicações.

Segundo dois fatos relevantes da companhia nesta quarta-feira, a venda dos ativos que antes pertenciam à Cemig Telecom, recentemente incorporada pela companhia, acontece no contexto do Plano de Desinvestimentos da empresa, enquanto a Taesa fez uma proposta não vinculante pela Centroeste. A Cemig não citou o valor do negócio.

Expansão do lucro

A Cemig apresentou um lucro líquido de R$ 464,6 milhões no primeiro trimestre de 2018, alta de 35,6% na comparação com o resultado do mesmo período de 2017, em meio à redução das despesas financeiras e de provisões operacionais.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 1,007 bilhão, redução de 8,47% ante o primeiro trimestre do ano passado.

A receita com fornecimento bruto de energia recuou para R$ 5,398 bilhões, ante R$ 5,772 bilhões no mesmo período de 2017, uma queda de 6,47%.

A receita com energia vendida a consumidores finais caiu 7,6%, para R$ 4,7 bilhões, ante R$ 5,12 bilhões no mesmo período de 2017.

A receita com energia vendida a consumidores finais caiu 7,6 por cento, para R$ 4,7 bilhões, ante R$ 5,12 bilhões no mesmo período de 2017.

Segundo a companhia, a receita foi impactada negativamente pela queda de 10,66% nas tarifas médias aos consumidores da Cemig Distribuição e redução de 0,50% no volume de energia vendida. Apesar disso houve aumento das receitas com bandeiras tarifárias, que totalizaram R$ 116,8 milhões no trimestre, ante R$ 29,26 milhões de janeiro a março de 2017, explicou a companhia.

 “Essa variação decorre, principalmente, do baixo do nível dos reservatórios, com acionamento da bandeira vermelha em dezembro de 2017 com reflexos em janeiro de 2018, o que levou a maior cobrança, em 2018, de encargos adicionais relacionados às bandeiras”, disse a Cemig.

As despesas financeiras líquidas da Cemig recuaram quase 60 por cento na comparação anual, para R$ 157,8 milhões, em função em grande parte da queda da taxa de juros incidente sobre a dívida, disse a empresa.

As provisões operacionais recuaram para R$ 133,2 milhões no período de janeiro a março de 2018, ante R$ 208,5 milhões no mesmo período de 2017.