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Reitor Luiz Carlos Cancellier. Presente!

Lava Jato para a 'educassão'.

Empresa-Cidadã / 19 Fevereiro 2019 - 17:40

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Deu no MONITOR MERCANTIL, de 14 de fevereiro que passou, que o “ministro da educassão”, o colombiano anticanibal, personagem representada pelo Sr. Ricardo Vélez Rodriguez (outro Ricardo, além do Ricardo-ignoro-Chico Mendes, a Esplanada não aguenta) e o ministro Sr. S. Moro, assinaram protocolo de intenções com o objetivo de apurar indícios de corrupção na educação, leia-se MEC. Na ocasião, o MEC disse haver “exemplos emblemáticos”, como “favorecimentos indevidos no ProUni, desvios no Pronatec, envolvendo o sistema S, concessão ilegal de bolsas de ensino a distância e irregularidades em universidades federais.”

Assinam também o Protocolo a Controladoria-Geral da União e a Advocacia-Geral da União. O ato teve ainda como ouvinte a Diretoria-Geral da PF. Esta “caça às bruxas” é uma das metas apresentadas pelo MEC no plano de ações dos 100 primeiros dias. Pretenderia com esta meta revolucionar a educação no Brasil? Ou quem sabe ressuscitar o saudoso reitor da UFSC, professor Luiz Carlos Cancellier, morto em 2 de outubro de 2017, após covarde campanha em que foi humilhado, no bojo da operação Ouvidos Moucos?

 

Agenda

Exposição: Paul Klee – Paul Klee, nascido na Suíça (18/12/1879 – 29/6/1940), filho de pai alemão, foi pintor expressionista e cubista que, no final da vida, bandeou-se das telas abstrato-geométricas para os anjos esguelepados, tradução humana dos horrores dos anos 1920 a 1940 (entre duas Grandes Guerras). Adoecido, após ser incluído na relação de artistas degenerados e impedido de lecionar nas academias alemãs, segundo determinação do nazismo, foi perseguido e teve a sua casa, em Düsseldorf, invadida e vandalizada pela Gestapo, obrigando-o a fugir da Alemanha para sobreviver.

As obras em exposição, agora, em São Paulo, foram emprestadas pelo Zentrum Paul Klee, de Berna, um dos maiores depositários das obras do artista, lado a lado ao MoMA de New York. É de Klee a reflexão “a arte não reproduz o visível, mas torna visível uma verdade verdadeira que jaz no âmago das coisas”. Por isso, incomoda tanto...

A exposição está no CCBB/São Paulo (SP), situado à Rua Álvares Penteado, 112. Às segundas-feiras e das quartas-feiras aos domingos; até 29 de abril, no horário das 9h até 21h. O ingresso é gratuito. A curadoria é de Fabienne Eggelhöfer, e as próximas escalas programadas da exposição são Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Para mais informações, utilize o telefone (11) 3113-3651

 

Paulo Guedes inocenta o PT

Segundo o ministro-frentista Paulo Guedes (o do posto Ipiranga), que responde pelo Ministério da Economia, quem quebrou o Brasil foram “aqueles que vêm a Brasília, em busca de subsídios”. Então, pergunto, não foi o PT que quebrou o Brasil? A afirmação foi feita (e repetida. “Quebraram o Brasil”, “Quebraram o Brasil”) por Guedes, durante o lançamento oficial da primeira etapa da plataforma digital Painel de Viagens, que permite acompanhar com mais detalhes os gastos com passagens e diárias pagos pelo Governo Federal, entre 2017 e 2019. Tanta indignação de Guedes, só falta a prova dos noves.

 

A prova dos noves fora

A recente retirada da tarifa antidumping que era aplicada sobre o leite em pó importado pelo Brasil da Nova Zelândia e da Europa reuniu contra ela interesses, entre outros, da ministra Tereza Cristina, também conhecida como “Menina Veneno”, do Ministério da Agricultura (e dos Agrotóxicos), sob a alegação de que a medida prejudica mais os pequenos produtores. Vá lá que seja... agora é só sentar e esperar para ver quem no final vence a prova dos noves e dá o tom da afinação da orquestra que, por enquanto, está mais para paralelos do ritmo (tocam juntos, mas não se encontram, senão no infinito).

 

Campo, bola e juízes da IBM

Desde o filme O Exterminador do Futuro – 2, povoam os pesadelos mais prováveis uma hipotética e decisiva batalha entre máquinas e Humanos. No filme, a empresa SkyNet envia, do futuro, T-X (ciborgue exterminador, interpretado pela bela Kristanna Loken), para exterminar John Connor (interpretado por Nick Stahl), um dos líderes dos Humanos do futuro. Destacado pelos Humanos “de bem”, quem vai proteger John Connor de T-X é o ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, no papel do ciborgue “bonzinho” T-800.

Pois não é que mais uma batalha entre Humanos e máquinas aconteceu? Em 11 de fevereiro passado, durante a conferência Think, da IBM, em São Francisco (na mesma Califórnia do ciborgue ex-governador T-800), desta vez entre o Humano Harish Natarajan e a máquina Project Debater. Durante 25 minutos, as partes debateram sobre o tema “Devemos ou não subsidiar as pré-escolas?” O público presente, entre os quais Ginni Rometty, a presidenta-executiva da IBM (presidenta, mera provocação) apontaram o Humano como vencedor do debate.

Fui estagiário na IBM, no tempo do computador a lenha, e, apesar de ser Humano também, por mais tempo do que fui estagiário (categoria muito parecida com a dos Humanos), o resultado chegou a me surpreender. Afinal, campo, bola e os juízes eram da IBM...

Paulo Márcio de Mello é professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

paulomm@paulomm.pro.br

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