Advertisement

Reino Unido, sem Brexit, fica menos atraente para investir

Poucos sinais de que empresas britânicas aumentem investimento em países desenvolvidos.

Mercado Financeiro / 11 Fevereiro 2019 - 22:57

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

A votação do Brexit em 2016 estimulou as empresas britânicas a aumentarem o investimento nos países da União Europeia, indicou um estudo acadêmico divulgado na segunda-feira. “Os dados mostram que o Brexit tornou o Reino Unido um lugar menos atraente para investir”, disse Thomas Sampson, um dos autores do relatório. “Um menor investimento prejudica a economia e significa que os trabalhadores do Reino Unido perderão novas oportunidades de emprego”, acrescentou

Os pesquisadores afirmaram que há poucos sinais de que as empresas britânicas aumentaram o investimento em países desenvolvidos fora da UE em preparação para o Brexit.A Grã-Bretanha decidiu deixar a UE em um referendo de 2016.

O resultado do referendo levou a um aumento de 12% nas transações de investimentos estrangeiros diretos da Grã-Bretanha para a UE entre meados de 2016 e setembro de 2018, disseram pesquisadores do Centro de Desempenho Econômico da London School of Economics. Isso se traduziu em um aumento de cerca de 8,3 bilhões de libras, concentrado inteiramente no setor de serviços. Os autores afirmam que não há certeza se o montante teria sido gasto na Grã-Bretanha se não houvesse o Brexit. Por outro lado, a pesquisa apontou para uma queda de 11% no investimento da UE na Grã-Bretanha, no valor de cerca de 3,5 bilhões de libras.

Londres e Bruxelas estão discutindo se um acordo fechado em novembro pode ser alterado, aumentando a possibilidade de um atraso para o Brexit, um acordo de última hora para a saída do país do bloco, ou uma saída sem acordo.

Os defensores do Brexit apontam para o fato de que as previsões generalizadas de recessão dos economistas após o referendo de junho de 2016 não se materializaram, e que o Reino Unido poderá negociar com economias de crescimento mais rápido fora da UE.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor