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Refluxo Vesicoureteral

Tecnologia de ponta salva vidas em hospital de universidade pública. No Brasil.

Empresa-Cidadã / 24 Abril 2019 - 16:50

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Sai Brexit. Entra Extinction Rebellion.

Há um bom tempo, ambientalistas mobilizam-se por medidas urgentes do governo inglês visando à contenção das mudanças climáticas. Em novembro do ano passado, fecharam pontes da capital inglesa (Waterloo inclusive) e o acesso à sede do governo inglês, o famoso endereço 10 Downing Street. Assina o serviço o grupo de resistentes denominado Extinction Rebellion, que nos últimos dias subtraiu espaço do chatíssimo noticiário sobre o Brexit.

Como polícia é polícia em qualquer lugar do mundo, só muda mesmo o foco, o número de presos na última semana ultrapassou a marca dos mil, apesar de o movimento de desobediência civil ser absolutamente pacífico. Na peleja por espaço na mídia, os manifestantes receberam um auxílio luxuoso. A adolescente sueca Greta Thunberg, presença emblemática nas campanhas pró ambientais, compareceu e discursou para a multidão em Marble Arch, no domingo 21 de abril, instando-a a sustentar a resistência em defesa do planeta.

 

Entre nós

Enquanto isso, no Brasil, o antiministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o mesmo que foi condenado pela Justiça por fraudar um plano de manejo para beneficiar empresas de mineração, exonerou o fiscal do Ibama José Augusto Morelli. Morelli é o mesmo fiscal que, em 2012, autuou o então deputado Jair Bolsonaro por pesca ilegal. A multa foi cancelada após o deputado ser eleito presidente.

Decreto 6.514, de 22 de julho de 2008, em seu artigo 111, prevê a possível destruição ou inutilização de equipamentos apreendidos, produtos (inclusive madeira extraída ilegalmente) e subprodutos, quando a medida for necessária para evitar o uso ou o aproveitamento indevido, ou ainda quando o meio ambiente, a população ou os agentes tiverem a segurança ameaçada. Apesar de ser alternativa extrema e cercada de cuidados, o presidente da República, em entrevista, declarou que “não é mais para queimar ninguém, nada.”

As intimidações contra o corpo de servidores do Ibama e do Instituto Chico Mendes continuam com a abertura de inquérito administrativo ante um conjunto de servidores que deixaram de comparecer a um “beija-mão” onde haveria a presença do antiministro.

 

Refluxo Vesicoureteral

Do site da Urologia do Hospital Pedro Ernesto (excelência em serviços de saúde): “Normalmente, a urina é produzida pelos rins, segue pelos ureteres, chega à bexiga e é expelida através da uretra. No entanto, há casos em que anormalidades da junção entre o ureter e a bexiga permitem que a urina acabe voltando pelo caminho de onde veio, que é o chamado Refluxo Vesicoureteral (RVU) e que afeta principalmente crianças menores de 5 anos.

Em alguns casos, a doença não apresenta sintomas, mas quando a urina percorre esse caminho de volta leva bactérias presentes na bexiga até o rim e que podem causar infecção urinária de repetição, um dos indícios do RUV. Por isso, é importante procurar um especialista caso a criança tenha infecções urinárias com frequência para investigar as possíveis causas e fazer os exames necessários para confirmação do diagnóstico.

 

Mais de 1.300 transplantes renais

O Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), que há mais de 40 anos faz transplantes renais e já realizou mais de 1.300 transplantes, utilizou pela primeira vez em um hospital público no Brasil o robô da Vinci com plataforma XI para fazer o transplante entre vivos. A cirurgia foi bem sucedida, e as pacientes reagiram muito bem, tendo a doadora recebido alta dois dias após o procedimento. A receptora, uma jovem de 19 anos, está com o rim funcionando regularmente e não necessita mais fazer hemodiálise.

Esta foi a primeira vez em que o robô da Vinci com plataforma XI, que é o mais avançado no segmento, foi utilizado no Brasil para fazer um transplante renal em um hospital público”, explicou o coordenador do Programa de Cirurgia Robótica e chefe do Serviço de Urologia do Hupe, professor Ronaldo Damião.

O transplante foi feito no Serviço de Urologia da unidade pelos cirurgiões Victor Dubeux, Rui de Teófilo, Pedro Gabrich e Danilo Souza Lima e pela equipe de nefrologia, com apoio da equipe de anestesistas e enfermeiros do hospital. Além de proporcionar um tratamento de ponta aos usuários do SUS, a utilização do robô da Vinci com plataforma XI neste tipo de procedimento diminui o tempo cirúrgico e reduz ao mínimo o sangramento, oferecendo mais segurança e qualidade ao paciente e permite ao cirurgião uma visão e movimentos mais precis os para retirar o rim do doador e, em seguida, implantar o órgão no receptor com a técnica clássica. A Uerj é uma universidade pública.

 

Paulo Márcio de Mello é professor aposentado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

paulomm@paulomm.pro.br

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