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Redução do desperdício de alimentos

Direito Ambiental / 10 Julho 2018

Embora cada vez maior a dificuldade de se fornecer alimentos saudáveis à sobrevivência do homem, o que temos verificado é que em contramão a essa necessidade ocorre um excesso de desperdício dos alimentos. Isto porque não tem ocorrido uma conscientização de todos. Notadamente, dos órgãos públicos de que a falta de cautela em adotar soluções que vão ensejar uma livre distribuição de alimentos, e estratégias que esclareçam que a redução e o fim da prática do desperdício alimentar contribui para o surgimento de uma distribuição sadia dos alimentos, beneficiando principalmente a classe menos favorecida. Isto porque tem se observado que uma parte considerável de alimentos não se consomem por alguma razão, o que surpreende a todos, já que há pesquisas em que se demonstra praticamente 1 bilhão de pessoas que estão passando fome.

Em boa hora está se desenvolvendo uma campanha pelo Ministério do Meio Ambiente, com a participação de órgãos públicos e privados criando condições para estancar o desperdício de alimentos. A notícia é recente quanto a essa campanha desde o dia 3 de julho. Como apoiamos no site www.agenciabr.com.br. A campanha tem como ápice a Semana de Conscientização de Perda e Desperdício de Alimentos, série de eventos programados para a última semana do mês de outubro deste ano. O objetivo dos promotores é mobilizar governos, parlamentos, empresas e organizações da sociedade para divulgar mensagens de sensibilização sobre o problema.

Conforme os dados da ONG World Wide Fund Nature (WWF), os grupos de alimentos mais desperdiçados na América Latina são as frutas e hortaliças (55%), as raízes e tubérculos (40%), os pescados (35%) e os cereais (25%). Quando o não aproveitamento de alimentos ocorre na cadeia de produção e distribuição, o termo aplicado é o da “perda”. Quando o problema ocorre no consumo, as autoridades usam a palavra desperdício. De acordo com a secretária de articulação institucional e cidadania ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Rejane Pierati, é possível “atuar nas duas situações para garantir o aproveitamento adequado”. A campanha vai buscar apresentar caminhos e soluções a serem adotadas por empresas, organizações e pelas pessoas em casa.

Na cadeia de produção, é possível tomar uma série de medidas para evitar que 1/3 da comida produzida vá para o lixo. Um exemplo é qualificar o acondicionamento das comidas durante seu transporte até os locais de venda. Outra medida é melhorar as embalagens de modo que elas possam acompanhar o produto o máximo de tempo possível, o que melhora a conservação. Para a campanha, o Ministério do Meio Ambiente celebrou parceria com a ONG WWF para divulgar o site www.semdesperdício.org. Na página, são apresentados números da perda e desperdício, dicas de como reaproveitar alimentos e ideias de como evitar jogar desnecessariamente comida no lixo. Informa Rejane Pierati que, além do site, a campanha deve formular novos conteúdos para difusão em redes sociais, em meios de comunicação e nos sites das organizações promotoras e parceiras. O objetivo é fomentar atividades e projetos que fortaleçam a difusão dessas informações.

Facilmente podemos assistir à possibilidade de atenuar a perda injustificável de alimentos estabelecendo critérios e programas para sua melhor distribuição. A redução e a chegada do fim do desperdício podem fazer parte também das práticas do nosso dia a dia. Em breve falaremos sobre outros desperdícios que afetam a segurança do homem, assim como a má distribuição e conservação da água. Logo, não se pode duvidar que poderemos evoluir em nosso desenvolvimento essencial criando caminhos que visam criar condições de sobrevivência para todos e quem vai também agradecer é a própria natureza.