Redes de hambúrgueres envolvidas em desmatamento na Amazônia

Fornecedora Marfrig acusada de adquirir carne de fazendeiro que desmatou.

Empresas / 22:56 - 17 de set de 2019

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Duas das maiores redes de lanchonetes do mundo, McDonald’s e Burger King, compraram produtos de uma fornecedora brasileira acusada de adquirir carne de um fazendeiro da Amazônia que foi considerado culpado de usar terra desmatada.
A denúncia foi feita pelo jornal britânico The Guardian, a partir de uma investigação conjunta do Repórter Brasil e do Consórcio de Jornalismo Investigativo. A brasileira Marfrig, maior fornecedor mundial de hambúrgueres, alega que foi enganada por um certificado do governo que tirou a acusação de desmatamento e já encerrou a associação.
O Burger King respondeu ao Guardian que o objetivo da rede “é eliminar o desmatamento” na cadeia de suprimentos global. Em 2010, a rede foi comprada pela 3G Capital, do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lemann.
O McDonald’s disse ao jornal britânico que pretendia eliminar o desmatamento de suas cadeias de suprimentos globais até 2030 e que “assumiu o compromisso de não comprar matéria-prima de qualquer fazenda na Amazônia ligada ao desmatamento”.
“Documentos obtidos pela Repórter Brasil mostram que 144 bovinos da fazenda Limeira (acusada de utilizar pasto em área ilegalmente desmatada) foram posteriormente fornecidos a um matadouro da Marfrig em Tucumã, no Pará. A empresa também comprou gado da fazenda em várias ocasiões no final de 2018. Não há evidências de que o gado comprado pela Marfrig tenha sido criado em terras desmatadas ilegalmente”, afirma a matéria.

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