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Quem atolou no caixa 2 pode votar projeto anticrime?

Ministro Moro tira finaciamento de campanha do projeto e contraria juiz Moro.

Fatos & Comentários / 19 Fevereiro 2019 - 19:09

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Temos que falar a verdade, caixa 2 nas eleições é trapaça, é um crime contra a democracia. Me causa espécie quando alguns sugerem fazer uma distinção entre a corrupção para fins de enriquecimento ilícito e a corrupção para fins de financiamento ilícito de campanha eleitoral. Para mim, a corrupção para financiamento de campanha é pior que para o enriquecimento ilícito.” Declaração do juiz Sergio Moro em uma palestra para estudantes brasileiros na Universidade de Harvard, em 8 de abril de 2017.

Havia um sentimento de que o caixa 2 é um crime grave, de fato é grave, mas não é tão grave como o crime organizado, homicídios e corrupção”. Ministro da Justiça Sergio Moro, ao sair da Câmara, onde esteve acompanhado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni – este já confessou ter recebido dinheiro de caixa 2 da JBS em 2014 e é investigado por possível novo aporte em eleição anterior. Moro foi à Câmara levar o projeto anticrime, agora fatiado, retirando dos deputados a obrigação de discutir o financiamento ilegal, ou propina antecipada, em campanha.

O que mudou entre as declarações do juiz e as do ministro? Nem tanto quanto parece. Em 2017, a criminalização do caixa 2 serviu a um propósito; em 2019, a não criminalização serve a outro: superar as deficiências do Governo Bolsonaro no Congresso.

 

Resistência

Será cedo para dizer que a reforma da Previdência subiu no telhado?

 

Pinguela argentina

A má notícia é que o mercado de automóveis na Argentina apresentou em 2018 queda de 38% na produção, de 26% nas exportações e de 46% nas vendas. Mas, diz a Lei de Murphy, tudo que é ruim pode piorar. Relatório divulgado pela Abeceb, consultoria argentina especializada no setor, indicm uma projeção de vendas de 335 mil unidades no primeiro semestre de 2019. Isso representa uma queda de 33% ante o ano passado.

A situação no país vizinho tem se agravado, pois os produtores estão enfrentando desafios devido às altas taxas de juros para financiar o capital de giro das empresas, à redução dos impostos para importação de peças para produção nacional, à alta do dólar e à redução dos incentivos do governo – receita do Fundo Monetário Internacional (FMI) para uma crise perfeita.

A consequência disso para o Brasil é redução nas exportações. Segundo a Mapfre Investimentos, o mercado brasileiro de autopeças apresentou em 2018 alta na produção de 6,7%, nas vendas de 14,6%, porém queda nas exportações de 17,9%.

A balança comercial de autopeças brasileira tem sido impactada pela crise argentina, destino de 25,7% das exportações de autopeças. Os dados observados em 2018 demonstram uma queda de 9,5% nas exportações para o país vizinho.

A Mapfre prevê que os resultados de empresas brasileiras de capital aberto com exposição à Argentina deverão trazer números mais fracos ao longo de 2019. Nos próximos dias, empresas como Metal Leve, Fras-Le, Iochpe-Maxion e Randon divulgarão seus resultados do quarto trimestre do ano passado.

 

Vingança laranja?

Alguém precisa avisar ao novo governo que a eleição já acabou. Tudo bem que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, está sendo assombrado pelos laranjas da campanha, mas pega mal distribuir uma nota oficial da assessoria de imprensa que começa assim: “Todos os convênios investigados pela Polícia Federal são das gestões dos presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff.”

 

Inovação no alumínio

Criar um ambiente de pesquisa específico para a cadeia produtiva do alumínio, estimulando projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) é o objetivo do convênio que a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) assinam nesta quinta-feira.

 

Bagaço da laranja

A pergunta que não quer calar é: o que sabe Bebianno que preocupa Bolsonaro? Mais: o que fará o ex-ministro soltar a língua ou passar uma faca no assunto?

 

Rápidas

A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e o Direito Tributário” é o tema do seminário que o Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) realizará nesta sexta-feira, das 10h às 12h, na sua sede, no centro do Rio Inscrições: www.iabnacional.org.br/eventos *** A CSU.Contact anuncia Daniel Moretto como seu novo diretor Comercial *** A 5ª edição da Cúpula Global de Negócios (Global Business Summit) será realizada em 22 e 23 de fevereiro, em Nova Delhi. Detalhes em www.et-gbs.com

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