Queda na venda de manufaturados

Negócios Internacionais / 16:02 - 18 de jul de 2011

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É preocupante o resultado das exportações brasileiras de produtos industriais. Tanto é que a participação de bens manufaturados no total das vendas externas do país caiu de 80% no primeiro semestre de 2005 para 59% no mesmo período de 2011, segundo estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Enquanto isso, parcela de produtos agrícolas e da indústria extrativa nos embarques aumentou de 20% para 41%. De acordo com o Iedi, nenhum segmento industrial foi poupado da redução em suas exportações, mas a queda maior ocorreu nos setores de alta intensidade tecnológica (de 7% para 3,5%) e média-alta (de 25% para 17%) e bem menos em baixa (de 29% para 23%) e média-baixa tecnologia (de 18% para 15%). Superávit de US$ 15,717 bilhões De janeiro até a terceira semana de julho, o superávit da balança comercial chega a US$ 15,717 bilhões (média diária de US$ 116,4 milhões). O resultado é 70,4% maior que o verificado no mesmo período do ano passado (média diária de US$ 68,3 milhões). Nos 135 dias úteis de 2011, a corrente de comércio somou US$ 245,489 bilhões (média diária de US$ 1,818 bilhão), com aumento de 30% sobre a média do mesmo período do ano passado (US$ 1,399 bilhão). No acumulado do ano, as exportações alcançaram US$ 130,603 bilhões (média diária de US$ 967,4 milhões), resultado 31,8% acima do verificado no mesmo período de 2010, que teve média diária de US$ 733,8 milhões. O resultado anual acumulado das importações também está 27,9% maior em relação ao ano passado (média diária de US$ 665,5 milhões). No ano, as importações chegam a US$ 114,886 bilhões (média diária de US$ 851 milhões). Negócios com a China Como negociar com o mercado chinês. Este é o objetivo do seminário que será realizado no auditório do Sebrae/RJ, no Centro do Rio de Janeiro, no dia 26 de julho. Na ocasião, um representante do consulado da China no Brasil analisará o cenário econômico atual chinês. Serão apresentados, ainda, as feiras internacionais de produtos no país e o programa da missão empresarial à Canton Fair, considerada a maior feira multissetorial da China. No ano passado, houve a participação de 23 empresários do Estado do Rio de Janeiro e três de São Paulo à Canton Fair. Foram gerados US$ 400 mil em negócios somente durante a feira. A iniciativa teve como objetivo promover o intercâmbio comercial entre empresas da China e do Brasil. O seminário é uma realização do Sebrae/RJ, em parceria com Fecomércio, Facerj e Consulado da China no Brasil. Informações e inscrições pelo 0800 570-0800. Exportações do agronegócio A balança comercial do agronegócio brasileiro registrou superávit de US$ 34,7 bilhões de janeiro a junho de 2011. O valor representa um crescimento de 20,5% no saldo de negócios externos do setor em relação ao mesmo período de 2010, quando o total foi de US$ 28,8 bilhões. As exportações totalizaram US$ 43,1 bilhões, o que representa elevação de 23,4% em relação ao mesmo período de 2010. As importações apresentaram variação positiva de 36,8%, no mesmo período, totalizando US$ 8,3 bilhões. Vendas para os países árabes As exportações brasileiras para o mundo árabe renderam US$ 6,41 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 33% sobre o mesmo período de 2010, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Os números não incluem a Líbia, país em conflito civil. As principais mercadorias exportadas foram as carnes, açúcar, minérios, cereais, óleos vegetais, bens de capital, aeronaves, sementes e grãos oleaginosos e produtos de ferro e aço. Houve avanço nas vendas de todos esses itens, com destaque para o minério de ferro, trigo e óleo de soja. Crescem importações de calçados No primeiro semestre de 2011, as importações de calçados cresceram 50% em valores, totalizando US$ 217,3 milhões pagos pelos produtos importados de janeiro a junho deste ano, em comparação com igual período do ano anterior. O valor é resultado da compra de 19,2 milhões de pares. Este crescimento é puxado, principalmente, por países que não têm tradição como fornecedores ao Brasil. É o caso da Indonésia - cujo crescimento foi de 125% em relação ao primeiro semestre de 2010, o que corresponde à aquisição de 2,8 milhões de pares. Este ano, o Brasil pagou pelos calçados oriundos desta região US$ 47,6 milhões. Antonio Pietrobelli editor@exportnews.com.br

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