Quase metade das pequenas indústrias não tem capital de giro

Em 2020, segmento corre o risco de completar cinco anos perdidos.

Conjuntura / 00:00 - 18 de jan de 2020

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Uma parte significativa (45%) das micro e pequenas indústrias fechou dezembro com capital de giro insuficiente. Com isso, 21% dos empresários usaram o cheque especial (modalidade de crédito que tem uma das maiores taxas de juros do mercado) para manter as atividades, e 6% tiveram que recorrer a empréstimos pessoais.

O Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, divulgado nesta sexta-feira, mostra que o setor passou por um ano de estabilidade em 2019. A pesquisa, baseada na avaliação dos empresários sobre os negócios, foi encomendada ao Instituto DataFolha pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi).

O índice de satisfação fechou o ano em 108 pontos, melhor resultado desde 2014, quando marcou 112 pontos. “Mesmo com a melhora no índice neste ano, ainda não foi possível compensar as perdas dos anos anteriores”, ressaltou o Simpi.

Quanto ao emprego nas pequenas indústrias, o indicador fechou o ano passado com 99 pontos, puxado pela alta de 103 pontos, devido às contratações de fim de ano. Quando o índice está acima de 100 pontos significa que o saldo de empregos é positivo, com mais contratações do que demissões. Abaixo de 100 pontos, o saldo é negativo. A média anual vem sendo negativa desde 2014, com o pior resultado em 2016, quanto ficou em 85 pontos.

Para o presidente do Simpi, Joseph Couri, caso não haja melhora do cenário em 2020, as pequenas indústrias vão acumular cinco anos de perdas. “O balanço do exercício de 2019 aponta o tamanho dos desafios a serem superados e vencidos em 2020, sob pena de termos cinco anos seguidos perdidos”, afirmou.

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