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Quase 100 milhões deverão integrar o Cadastro Positivo

Se o Cadastro Positivo, Projeto de Lei Complementar (PLP 441/17), de origem do Senado, for efetivamente aprovado, 100 milhões de consumidores...

Conjuntura / 10 Maio 2018 - 19:52

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Se o Cadastro Positivo, Projeto de Lei Complementar (PLP 441/17), de origem do Senado, for efetivamente aprovado, 100 milhões de consumidores serão obrigados a integrar o sistema. Atualmente, em que a participação é facultativa, apenas 6 milhões de pessoas aderiram.

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostram que, em abril, 62,2 milhões de consumidores tinham alguma restrição ao crédito. Estes teriam problema com o novo sistema. Como o PLP sofreu mudanças na Câmara, terá de voltar ao Senado.

Todo cidadão que realizar alguma transação financeira passa a fazer parte do Cadastro Positivo, a não ser que peça para ser retirado. Assim, os gestores de bancos de dados terão acesso a todas as informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento que estão em dia de pessoas físicas e jurídicas para formação do histórico de crédito.

Como o volume de informações da instituição aumentará consideravelmente, será preciso adotar controles de informações e automatização dos processos. “Será necessário controlar o registro de compromissos financeiros, tais como pagamentos relativos às operações de crédito e obrigações de pagamento, liquidadas ou em andamento, de Pessoas Físicas ou Jurídicas”, explica Heitor Moura, gerente de Sistemas da Senior Solution..

O presidente do Sebrae, Guilher Afif, acha a mudança positiva: “Sempre tivemos uma resistência passiva do sistema bancário, por conta da arguição da inadimplência, sempre mantiveram spreads extremamente altos para jogar na média, fazendo com que o bom pagador pague uma taxa de risco pelo mau pagador.”

De acordo com estimativa das entidades que compõem a Frente do Cadastro Positivo, a iniciativa pode injetar, a médio prazo, até R$ 1,1 trilhão na economia, promover um aumento de R$ 790 bilhões (12% do PIB) na geração de negócios e incluir 22 milhões de pessoas no mercado de crédito, mesmo quem não tem comprovação de renda.

A Frente segue enumerando vantagens: a inadimplência poderá ser reduzida em até 45%, e o PIB pode aumentar 0,54% ao ano.

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