PT propõe plano emergencial para criar 7 milhões de empregos

Outra proposta pretende estabelecer um sistema de cobranças de impostos mais justo, para fazer o país voltar a crescer.

Conjuntura / 00:28 - 14 de dez de 2019

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Economistas do Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas (Napp) do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentaram nesta quinta-feira ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva duas propostas para a combater a onda de desemprego e estabelecer um sistema de cobranças de impostos mais justo, para fazer o país voltar a crescer. Lula disse que “o povo pobre está pagando um preço muito alto” pelas escolhas da equipe econômica do governo Bolsonaro, e defendeu a criação de empregos decentes, o direito ao consumo e a políticas sociais de saúde e educação.
O Plano Emergencial de Emprego e Renda pretende criar 7 milhões de empregos no curto e médio prazos. Trata-se de um conjunto de ações que envolve a contratação direta de trabalhadores pelo poder público, a reativação do investimento em obras de infraestrutura e do programa Minha Casa Minha Vida, além de medidas para estimular o consumo. Já a proposta de Reforma Tributária Justa e Solidária prevê a redução da taxação sobre o consumo, que pesa mais no bolso dos mais pobres, e um aumento de impostos sobre a renda e o patrimônio, que afetam os mais ricos.
Os recursos viriam do Orçamento da União, do Tesouro, do BNDES e da emissão de títulos da dívida, e teriam “impacto fiscal” mínimo, segundo o economista Ricardo Carneiro, professor da Uni-versidade Estadual de Campinas (Unicamp). 
A proposta de Reforma Tributária Justa e Solidária, apresentada na forma de emenda substitutiva global à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45 – uma das duas propostas em tramitação – “simplifica a tributação e amplia a progressividade”, eleva a tributação sobre renda e patrimônio e reduzindo sobre consumo e a folha de pagamento. Também preserva as fontes de financiamento da educação e da seguridade social, que é o principal mecanismo da redução da desigualdade de renda no Brasil, segundo o economista Eduardo Fagnani, também da Unicamp, conforme reportagem da RBA.
Para outro economista da Unicamp, Guilherme Mello, o processo de recuperação econômica alardeado pelo Governo Bolsonaro mantém os níveis de baixo crescimento registrados durante o Go-verno Temer e se parecem mais com “um voo de galinha”. “Mantido o ritmo atual, a gente só vai retomar o PIB que tínhamos em 2014 no terceiro trimestre de 2022”, afirmou.

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