Protestos contra política de Bolsonaro ganham 200 cidades

No Rio de Janeiro, o ato principal reuniu um multidão na Candelária.

Política / 22:54 - 13 de ago de 2019

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Nesta terça-feira, a classe trabalhadora e os estudantes se uniram em mais um protesto contra a reforma da Previdência e os cortes na educação que estão sendo promovidos pelo Governo Bolsonaro.

O Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves Contra a Reforma e Contra os Cortes na Educação – que tem o apoio da CUT, das demais centrais sindicais, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e da União Brasileira de Estudantes (UNE) – foi marcado por atos que reuniram milhares de pessoas, em cerca de 200 municípios de todas as regiões do país.

Em São Paulo, na concentração no vão livre do Masp, o secretário-geral da CUT Nacional, Sérgio Nobre, comemorou o sucesso das manifestações. O presidente da UNE, Iago Montalvão, criticou os cortes na educação nos ensinos superior e básico que o governo vem fazendo. O estudante também criticou o “Future-se”, projeto do atual ministro da Educação, Abraham Weintraub, que quer que empresas privadas financiem o ensino público. “Querem tirar do Estado o dever de investir nas universidades públicas e obrigá-las a captar dinheiro na iniciativa privada. Isto fará com que as universidades fiquem dependentes das empresas que decidirão o que elas devem produzir. Isto vai prejudicar os estudantes das áreas sociais, pois as empresas vão privilegiar as áreas do mercado financeiro e empresarial”, afirmou Iago, que é estudante de economia da USP.

No Rio de Janeiro, o ato principal teve início às 17h, na Candelária. Além dos protestos contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação, profissionais da rede pública de ensino decretaram uma greve geral.

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