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Proteste encontra taxa de juros de 829,98% como custo efetivo total em bancos

Em estudo realizado pela Proteste, associação de consumidores, foi analisado o Custo Total Efetivo (CET), cobrado pelos brancos, por...

Mercado Financeiro / 07 Novembro 2018

Em estudo realizado pela Proteste, associação de consumidores, foi analisado o Custo Total Efetivo (CET), cobrado pelos brancos, por meio de tarifas aplicadas no cartão de crédito. Segundo os resultados, esta taxa continua alta e chega a 829,98% ao ano (a.a). E, é este índice elevado que aumenta o risco de endividamento, principalmente para os consumidores que não conseguem realizar o pagamento total da fatura e pagam apenas o mínimo.

O levantamento foi realizado em agosto deste ano e contou com a participação do Banco do Brasil, Banrisul, Banco PAN, Itaú e Digio, por meio de questionários. As demais instituições a Proteste recorreu por telefone e site. Ao final, a associação realizou um estudo em 129 cartões de 16 instituições, além contratarem serviços para obter os dados necessários.

O CET do Banco Pan, por exemplo, que corresponde a todos os encargos de um financiamento, foi o maior encontrado no levantamento realizado. Para os cartões Nacional e Internacional, os juros chegam a 829,98% a.a. Na análise feita ano passado, a instituição também teve a maior taxa. O cartão, Gold do banco PAN possui o segundo maior CET, com 743,47% a.a.

Em seguida, vêm os cartões Banrisul Classic (620,73% a.a) e Hipercard (588,94% a.a). A menor taxa verificada ficou por conta do Banco Inter, com 79,59% a.a, nos cartões Gold, Platinum e Black. Estes juros são rotativos e gerados a partir do momento que o consumidor não consegue pagar o valor total da fatura e opta por fazer o pagamento apenas do valor mínimo.

Não é aconselhável a opção de “suavizar” o pagamento mensal das faturas é parcelando o valor total delas, porém, porque ao fazer isso, os juros chegam a 408,41% ao ano.