Produção industrial recua em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE

-2,6% foi o pior resultado de São Paulo na série com ajuste sazonal desde set/18 (-3,1%).

Conjuntura / 23:21 - 14 de jan de 2020

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A produção industrial recuou em 11 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem de outubro para novembro de 2019. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça-feira, a maior queda foi observada no Paraná (-8%).

Outros locais que tiveram queda acima da média nacional (-1,2%) foram o Espírito Santo (-4,9%), Pernambuco (-4,1%), a Bahia (-3,5%), Minas Gerais (-3,4%), São Paulo (-2,6%), Goiás (-2,1%), o Pará (-1,8%) e Rio Grande do Sul (-1,5%). Também tiveram queda a Região Nordeste (-1%) e Santa Catarina (-0,4%). Por outro lado, três estados tiveram alta na produção no período: Rio de Janeiro (3,7%), Ceará (3,4%) e Mato Grosso (2,7%).

Além de uma queda bastante intensa e da difusão de sinais negativos pelos diferentes ramos, sabemos agora que a maioria dos parques regionais da indústria também ficou no vermelho. Ou seja, a parada brusca foi geral e não explicável por resultados pontuais.

As quedas foram particularmente fortes em alguns casos, notadamente no Paraná (-8,0%), e geralmente mais intensas do que no agregado nacional (9 dos 11 parques no vermelho), mas o dado a ser destacado é que praticamente nenhum dos principais núcleos industriais do país conseguiu escapar das perdas.

São Paulo, que tem grande diversidade de atividades industriais, registrou -2,6% em novembro frente a outubro, isto é, uma queda duas vezes mais intensa que o total Brasil. Este foi o pior resultado paulista na série com ajuste sazonal desde set/18 (-3,1%) e deu continuidade a uma trajetória marcada por acentuada oscilação de resultados.

Se comparado ao mesmo período do ano anterior, o declínio da produção industrial de São Paulo (-2,0%) também foi mais agudo que o total Brasil (-1,7%), com o agravante de ter interrompido três meses de alta consecutiva. Como resultado, o desempenho acumulado entre jan/19 e nov/19 é de mero 0,3%, metade do já baixíssimo resultado de 2018 como um todo (+0,7%). A principal engrenagem industrial do país está parada, com metade de seus ramos no vermelho.

 

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