Procon multa e investiga se Gol praticou fraude

Promoção de venda de passagens aéreas a R$ 3,90 acabou beneficiando funcionários de agências de viagens.

Acredite se Puder / 17:06 - 27 de ago de 2019

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Por causa da promoção “Gol a Preço de Brahma” na qual as passagens poderiam ser adquiridas por R$ 3,90 mais taxas, apenas no dia 18 de junho, a companhia aérea foi multada em R$ 3,5 milhões pela Fundação Procon por infringir o Código de Defesa do Consumidor. A punição foi consequência das reclamações de diversos consumidores que não conseguiram comprar as passagens às 21h30, mas houve vendas realizadas às 22h30. A ação foi uma parceria com a Ambev para o oferecimento de 100 bilhetes para adquisição no horário de 21h30 às 23h30.

Acontece que após solicitar esclarecimentos da Gol, o Procon concluiu que existem “indícios de abusividade”, pois nem todas as passagens foram comercializadas para o consumidor final. Em nota, o órgão informou que “verificou-se que, das 167 passagens vendidas na promoção, 78, cerca de 47% do total, foram compradas por pessoas físicas vinculadas a operadoras de turismo que atuam no mercado como agências de viagens CVC, ViajaNet, Nascente Tour, De Mochila Pronta, O Turismo, Skyteam, Arktur, ASM Viagens, Belvitur, EsferaTur, RexturAdvance”.

Outras nove passagens foram pagas por “fatura”, modalidade utilizada apenas por agências de viagens previamente cadastradas. Vender passagens a empresas neste caso ficou configurado como um desrespeito ao artigo 39, II, do CDC. O órgão também entende que a Gol deveria ter implementado medidas que assegurassem que a promoção ficasse restrita ao consumidor final, que tem sua vulnerabilidade reconhecida pela lei. A equipe de fiscalização conduzirá uma apuração mais aprofundada para ver se a Gol não praticou fraudes.

 

Analistas do Bradesco BBI recomendam Petrobras

As ações da Petrobras caíram cerca de 6% em agosto, por causa das perspectivas de desaceleração da economia mundial. Os analistas do Bradesco BBI, no entanto, continuam otimistas com as perspectivas da empresa e mantiveram a recomendação outperform, desempenho acima da média do mercado, e elevou o preço-alvo por ativo de R$ 37,00 para R$ 38,00 para 2020 – o que corresponde a um potencial de valorização de R$ 58,60% em relação ao fechamento da última segunda-feira. No relatório consta que apesar de uma inclinação negativa na curva de preços do petróleo ter impactado o desempenho da estatal, devido à desaceleração da demanda global pela commoditie, uma série de outros fatores tendem a ofuscar esse aspecto, como a desalavancagem, o crescimento da produção e a diluição dos riscos operacionais por meio de vendas de ativos e custo de capital mais baixo.

Os técnicos do banco entendem que o cenário para a petroleira é muito melhor que o de seus pares na América Latina, e que a ação opera com desconto em relação a essas empresas, de modo que é uma boa oportunidade para os investidores comprarem os papéis. No continente, a principal concorrente da Petrobras é a colombiana Ecopetrol, cujo valor de suas ações tem historicamente maior correlação com a cotação do petróleo do que a estatal brasileira. O múltiplo valor de mercado da empresa dividido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) da Petrobras está atualmente em 4,1 vezes contra 4,4 vezes da Ecopetrol.

 

Trocar CEO faz ação subir e descer

A cotação da ação da Saraiva chegou a subir mais de 100%, mas depois tudo se transformou em perdas, e as ordinárias caíram 15,54%, para R$ 5,49, e as preferenciais desceram 7,26%, para R$ 2,30. A loucura foi corrigida, pois a única informação sobre a empresa foi a decisão de retirar Jorge Saraiva Neto da presidência da empresa e a redução do conselho de administração de seis para cinco membros. Nada sobre o que pudesse animar os investidores.

 

Eternit se volta para energia solar

A Eternit, em recuperação judicial, lançou produtos voltados para o segmento de energia solar, em linha com sua estratégia de diversificação de portfólio, depois de pesquisas dentro e fora do país para buscar tecnologias que possam ser aplicadas em novas soluções para a construção civil.

 

Via Varejo quer R$ 1,5 bi

A Via Varejo aprovou a segunda emissão pública de notas promissórias comerciais de até R$ 1,5 bi. As notas terão vigência de até 365 dias contados da data de emissão e recursos captados serão destinados à gestão ordinária dos negócios, com o refinanciamento do passivo bancário.

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