Advertisement

Prisão de executiva filha do fundador da Huawei aprofunda crise entre China e EUA

Meng Wanzhou foi detida no Canadá e pode ser extraditada para os Estados Unidos por suposta violação ao bloqueio contra o Irã

Internacional / 06 Dezembro 2018

A diretora financeira global da empresa chinesa de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá no sábado e enfrenta um processo de extradição para os Estados Unidos. A detenção ocorreu devido a acusação de violações de sanções impostas pelos EUA ao Irã. Meng é filha do fundador da empresa, Ren Zhengfei.

A prisão detonou uma crise diplomática entre China e Estados Unidos, cujas relações comerciais já estão deterioradas após a imposição de tarifas de importação pelo presidente donald Trump.

A China exigiu a liberação imediata da executiva. Pequim pede que Ottawa e Washington esclareçam as razões para a detenção de Meng Wanzhou. O Canadá confirmou sua prisão na noite de quarta-feira.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, disse na quinta-feira que Pequim pediu aos EUA e Canadá que esclareçam as razões da detenção e "libertem imediatamente" a executiva. Uma audiência judicial foi marcada para esta sexta-feira. O Canadá não dá maiores esclarecimentos, pois a China pediu a deportação da diretora.

As ações europeias caíram para o nível mais baixo desde dezembro de 2016, com receio de agravamento da crise. O índice britânico FTSE 100 caiu 2,5% esta manhã. O DAX alemão perdeu 2,4%. As bolsas da França, Itália e Espanha também sofrem perdas.

O mercado acionário chinês fechou nesta quinta-feira em queda, com o indicador referencial, o Índice Composto de Shanghai, caindo 1,68% e fechando em 2.605,17 unidades. O Índice de Componentes de Shenzhen baixou 2,44% encerrando o pregão em 7.735,05 unidades.