Prime da Amazon derruba ações das varejistas brasileiras

Alguns analistas como os da XP Investimentos e do Bradesco BBI, no entanto, não revelam preocupação.

Acredite se Puder / 18:13 - 10 de set de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

No pregão da última segunda-feira, enquanto o Ibovespa registrou alta de apenas 0,24%, as ações da B2W desvalorizaram 5,64%, enquanto as da Via Varejo e Magazine Luiza sofreram perdas de 5%, devido aos rumores do anúncio da nova estratégia da Amazon para conquistar maior fatia do mercado nacional. E nesta terça-feira, a empresa norte-americana anunciou o lançamento do programa de assinatura Prime, que custará R$ 9,90 por mês, ou R$ 89,90 por ano, numa tentativa de ganhar impulso no crescimento que, até o momento, apesar de constante, ainda é pequeno no Brasil.

Depois desse comunicado, as ações das três empresas brasileiras continuaram a registrar baixa, desta vez superando os 6%. Não se sabe explicar, mas até os papéis do Mercado Livre, negociados na Nasdaq, estiveram pressionados e sofreram redução superior a 5%. Enquanto isso, no B3, em apenas dois pregões, a B2W acusou um encolhimento de 12% no seu valor de mercado; o Magazine Luíza, de 11%; e a Via Varejo, de 9%.

Houve pânico, isso ninguém pode negar. Alguns analistas como os da XP Investimentos e do Bradesco BBI, no entanto, não revelam preocupação, classificando o movimento da Amazon como mais um passo importante para a estruturação da sua operação de e-commerce no Brasil e para se tornar mais competitiva. Acontece que os da XP ressaltam que o serviço Prime é restrito devido ao número de produtos oferecidos e a quantidade de cidades com entrega em dois dias. E enfatizam não ver grandes mudanças no cenário competitivo online com esse anúncio, mas reconhecem que o lançamento do Prime reforça o posicionamento e estratégia da Amazon para o Brasil.

Os do Bradesco BBI também reforçam que os serviços não são superiores aos demais concorrentes em termos de prazos de entrega, custo, cidades cobertas e gama de produtos, se bem que acreditam que a Amazon fará melhorias em suas ofertas ao longo do tempo, como as demais do setor.

 

Bancos espanhóis podem perder € 44 bi

Os bancos espanhóis podem ser obrigados a pagar compensações multimilionárias pela venda abusiva de créditos hipotecários, pois um conselheiro do Tribunal de Justiça da União Europeia concluiu, nesta terça-feira, que essas instituições foram pouco transparentes quanto aos juros cobrados na concessão destes empréstimos. Se a justiça espanhola seguir esta opinião, os custos das compensações poderão chegar a € 44 bilhões, segundo estimativa do Goldman Sachs.

Os créditos hipotecários indexados ao Índice de Referência de Empréstimos Hipotecários, considerado opaco e abusivo por parte do conselheiro europeu, mas é calculado pelo Banco da Espanha e é calculado de acordo com a média das taxas de juro dos créditos hipotecários concedidos no país. É o segundo índice mais utilizado para definir os juros variáveis para o crédito à habitação, apenas atrás da Euribor.
O engraçado é que a opinião do conselheiro do TJUE não serve para nada, pois a que interessa é a dada pela justiça espanhola que deverá ser conhecida no final deste ano ou no início de 2020. Mas, afeta as ações dos bancos espanhóis, Nesta terça-feira, as ações do CaixaBank caíram mais de 3,4%, o Bankia perdeu 2,7% e o Sabadell cedeu 2%. O Santander e o BBVA foram os menos afetados, baixando 0,44% e 0,26%, respetivamente.

Desde 1999, na Espanha, cerca de 1 milhão de investidores contraíram créditos indexados ao IRPH, totalizando € 108 bilhões. O CaixaBank é o mais exposto a estes créditos, com uma carteira que ultrapassa os € 6 bilhões. Segue-se o Santander, com mais de € 4 bilhões, o BBVA, com cerca de € 3 bilhões, o Bankia com cerca de € 2 bilhões, e o Sabadell, com menos de € 1 bilhão.

 

Tribunal derrota a Anac

Pela recuperação, os slots da Avianca foram leiloados há quase 2 meses. A Anac entendia que não podiam ser vendidos e os redistribuiu entre a Azul, a MAP e a Passaredo. O Tribunal de Justiça de São Paulo, porém, não decretou a falência da Avianca, e o plano continua em vigor.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor