Previdência tem votação em plenário do Senado marcada para dia 18

Perspectiva de conclusão até 10 de outubro não foi alterada, mas PEC paralela deve ficar para fim de outubro ou início de novembro.

Opinião do Analista / 11:39 - 10 de set de 2019

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Bom dia.

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Câmara e Senado em evidência - A votação da reforma da Previdência no plenário do Senado foi marcada para o dia 18, e não para amanhã, como desejado inicialmente pelo presidente da Casa. A perspectiva de conclusão até 10 de outubro não foi alterada, mas a PEC paralela, que trata da inclusão de estados e municípios, deve ficar para o final de outubro ou início de novembro. De toda forma, o noticiário político continua no radar hoje, com discussões, que devem começar à tarde, sobre o novo marco regulatório das teles no Senado e sobre a regra de ouro na Câmara. Na agenda de indicadores, destaque para a primeira prévia do IGP-M de setembro, que surpreendeu positivamente, seguindo no campo deflacionário ao recuar 0,60%, após o 0,65% também negativo registrado no mesmo período de agosto. A queda na cotação do minério de ferro e no preço dos alimentos foram os principais responsáveis por tal desempenho.

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Terça também tem dados chineses em destaque - Após a balança comercial decepcionar no final de semana, o que levou o governo a anunciar redução no compulsório para estimular a economia, os dados de inflação vieram praticamente em linha com o esperado, mas também com viés mais negativo, com retração no PPI, a inflação ao produtor, que é um sinal preocupante, pois reforça o cenário de desaceleração econômica. Já o CPI, a inflação para os consumidores, veio forte, mas puxada principalmente pela alta no preço da carne de porco, que subiu 46,7% na comparação anual. Bolsas asiáticas fecharam sem uma direção definida, mas com os índices chineses no vermelho. Na Europa, o destaque segue sendo a queda de braço entre o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e o parlamento, agora em férias forçadas até o meio de outubro. BoJo prometeu novamente que não vai pedir mais uma extensão do prazo para negociação de um acordo, apesar de o Parlamento ter aprovado uma nova lei o obrigando a fazer isso, caso não haja uma saída amigável acordada até o final de outubro. Nos EUA, o noticiário econômico não traz nada de muito relevante nessa manhã, com a agenda de indicadores também fraca, os investidores ficam no aguardo de novidades sobre as negociações com a China e em sinais sobre a política monetária.

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Oferta do Banrisul (BRSR6) - O governo do Rio Grande do Sul quer vender até 96,3 milhões de ações ON do banco. Hoje, o estado tem 201,9 milhões de ações ordinárias do Banrisul, 98% do total. Ou seja, o governo ficará com pouco mais de 51% das ONs do banco após a oferta e continuará o controlando. Como a oferta é totalmente secundária, os atuais acionistas do banco não serão diluídos e não terão direito a prioridade no follow on. Em termos de governança, vemos a oferta como positiva, pois teremos mais acionistas com direito a voto, apesar de o controle permanecer estatal.

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Bons negócios!

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