Pressão internacional faz Bolsonaro agir contra queimadas

Decreto autoriza emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios na Amazônia.

Conjuntura / 23:18 - 23 de ago de 2019

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Pressionado pelos líderes do G7 e diante da repercussão internacional desfavorável à política ambiental do governo, que provocou um grande aumento das queimadas e desmatamento no país, o presidente Jair Bolsonaro assinou, na tarde desta sexta-feira, decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal.
De acordo com o decreto, o período de emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios vai deste sábado a 24 de setembro. Estão previstas ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e levantamento e combate de focos de incêndio. Conforme o texto, as operações deverão ocorrer em articulação com os órgãos de segurança pública e órgãos e entidades de proteção ambiental.
A escassez de chuvas e o crescente número de focos de calor motivaram o governo do Acre a decretar situação de emergência em todo o estado. Assinado pelo governador Gladson Cameli (PP), o Decreto nº 3.869 foi publicado no Diário Oficial do estado desta sexta-feira.
No âmbito internacional, o premiê britânico Boris Johnson se disse “profundamente preocupado” com as queimadas na Amazônia e apoiou a ideia do presidente francês, Emmanuel Macron, de discutir o assunto durante a reunião do G7, neste final de semana, em Biarritz, na França.
Jonhson não foi o primeiro líder mundial a demonstrar preocupação com a situação na Amazônia. A chanceler alemã Angela Merkel, por meio de seu porta-voz, Steffen Seibert, disse que “a magnitude dos incêndios é preocupante e ameaça não só o Brasil e os outros países afetados, mas também o mundo inteiro.”
Por sua vez, o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau disse que “não poderia concordar mais” com Macron sobre debater as queimadas na Amazônia. “Precisamos agir pela Amazônia e agir pelo nosso planeta – nossos filhos e netos contam conosco.” 
 

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