Prejuízo da Airbus no ano passado ultrapassou 1 bilhão de euros

Fabricante disse que pretende aumentar o lucro operacional em 2020.

Mercado Financeiro / 22:39 - 13 de fev de 2020

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A fabricante europeia Airbus teve prejuízo de 1,36 bilhão de euros em 2019. A empresa, que apresentou os resultados do quarto trimestre e do ano de 2019 nesta quinta-feira, anunciou que pretende fazer mais entregas de jatos e ter lucro operacional maior este ano.

Com sede em Toulouse, na França, a Airbus é líder no desenvolvimento de programas espaciais e líder mundial na produção de helicópteros e aviões para uso civil. Em 2019, o lucro operacional ajustado, excluindo encargos e outros custos extraordinários, aumentou 19%, para 6,95 bilhões de euros, e deve chegar a 7,5 bilhões em 2020, disse a Airbus. A receita aumentou 11%, para 70,48 bilhões de euros.

A Airbus apresentou um “forte desempenho financeiro subjacente”, disse o presidente-executivo, Guillaume Faury. Ele avisou que a Airbus se concentrará este ano em melhorias operacionais e de custos, além de “reforçar a cultura da empresa”.

Uma perspectiva de vendas mais fraca para a fabricante de aviões levou a uma perda de 1,21 bilhão de euros e continuará pesando nos próximos anos, admitiu a Airbus nesta quinta-feira. Seu prejuízo anual também é reflexo de uma provisão para o acordo do mês passado de US$ 4 bilhões com promotores sobre práticas corruptas do passado.

A Airbus está bem posicionada para se beneficiar da crise que envolve o 737 MAX da rival Boeing, suspenso desde março passado depois de dois acidentes. Mas os problemas de produção da família de jatos A320 do grupo europeu podem limitar sua capacidade de resposta. Embora os contratempos com o novo design da cabine do A321 tenham sido resolvidos, Faury disse que a Airbus planeja aumentar a produção da aeronave para apenas “um ou dois” aviões depois de atingir sua meta mensal de 63 jatos em 2021.

 

Acordo

 

Conforme a Reuters, o grupo também anunciou acordo para comprar a participação remanescente do programa de jatos A220 da canadense Bombardier, parte de um mercado para aviões menores que deve se tornar outro grande campo de batalha da empresa com a Boeing.

O acordo ligado a um suborno, que levou a investigações de governos estrangeiros e alguns protestos, continua sendo positivo para a “grande maioria” das relações com os clientes, disse o presidente-executivo da Airbus.

É muito importante mostrar essa face e garantir que o que é inapropriado fique para trás”, disse Faury. “Existem alguns casos que precisam ser mitigados ... mas não tantos.” Aumentando o dividendo proposto em 9%, para 1,80 euro por ação, a Airbus prevê um fluxo de caixa livre para o ano de cerca de 4 bilhões de euros, acima dos 3,509 bilhões em 2019.

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