Preço do metro quadrado no Rio teve leve alta em novembro

Houve leve alta de 0,2% no preço do m² dos imóveis da cidade, atingindo R$ 7.673/m²; mas ainda existe queda de -2,7% acumulada.

Rio de Janeiro / 12:03 - 6 de jan de 2020

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Neste mês de novembro, o Imovelweb registrou uma leve alta de 0,2% no preço do metro quadrado dos imóveis da cidade do Rio de Janeiro, atingindo o valor de R$ 7.673/m². Porém, nos últimos 12 meses, ainda existe uma queda de -2,7% acumulada.

Segundo o Imovelweb, a região que apresenta o maior valor de m² é a Zona Sul do Rio, que registrou, em novembro, a média de R$ 12.893/m². Logo em seguida, encontramos o Centro (R$ 6.318/m²) e a Grande Tijuca (R$ 6.141/m²). Na outra ponta, a Zona Norte, Grande Bangu e Zona Oeste, foram os locais com os valores mais baixos, custando em média R$ 3.675/m², R$ 3.312/m² e R$ 3.226/m², respectivamente.

Outro fator interessante abordado na pesquisa é a evolução dos bairros. No mês de novembro de 2019, os que mais acumularam alta no preço do m², nos últimos 12 meses, foram: Bento Ribeiro, Vidigal e Benfica, com variações de 19%, 16% e 14%, respectivamente. Já Vicente de Carvalho (-12%), Cavalcanti (-14%) e Pavuna (-15%), tiveram os registros de maiores quedas, no mesmo período.

Analisando agora os imóveis para locação, o estudo identificou o preço médio de um aluguel mensal na capital fluminense. Um imóvel padrão, que possui em torno de 65m², dois dormitórios e uma vaga de garagem, custa em torno de R$ 1.732/mês. Se analisarmos novembro na comparação com outubro, houve queda de -0,3%. Já a baixa acumulada do ano é de -0,2%, enquanto que a dos nos últimos 12 meses atinge -1,3%.

Dentre as regiões que possuem o valor do aluguel mais caro, encontramos Zona Sul (R$ 2.518/mês), Centro (R$ 1.749/mês) e Grande Tijuca (R$ 1.409/mês) no topo do ranking. Enquanto as localidades mais econômicas são: Zonas Norte, Grande Bangu e Zona Oeste, com médias mensais de R$ 1.225/mês, R$ 958/mês e R$ 954/mês, respectivamente.

Anil, Irajá e Méier são os bairros que mais se valorizaram nesses últimos 12 meses, com altas de: 13%, 11% e 8%. Já os que registraram os maiores índices de queda foram: Camorim (-13%), Humaitá (-18%) e Cascadura (-18%).

A relação preço de venda X aluguel, no mês de novembro, acumulou e registrou a quantia de 4,2%. Sendo necessário, 23,7 anos de aluguel para recuperar o gasto feito com a compra. Tempo 0,1% menor que nos últimos 12 meses.

Entre os bairros, os mais rentáveis da cidade são: Lins de Vasconcelos (6,5%), Santo Cristo (5,8%) e Irajá (5,6%). Enquanto do outro lado, encontramos os locais que demandam mais tempo de locação para recuperar o valor utilizado para adquirir o imóvel, são eles: Lagoa (3,2%), Gávea (3,1%) e Jardim Botânico (3,0%).

 

Juros de financiamento - O novo percentual mínimo de taxa de juros da Caixa Econômica Federal está vinculado à modalidade de correção pela TR e foi fixado em 6,5% ao ano, o menor entre os bancos que oferecem financiamento habitacional. Apesar de a taxa de juros ser o principal fator para a escolha do financiamento, antes de assinar o contrato é importante que se tenha a real noção de como se chegou a este percentual. Isso porque algumas práticas podem se caracterizar como venda casada e, no final, fazer com que o mutuário acabe pagando mais.

De acordo com o consultor jurídico da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) no Rio de Janeiro, Sérgio Monteiro, a taxa de juros deve ser sempre vista com muita cautela pelo mutuário, pois, por se tratar de um percentual que vai ditar o quanto a instituição financeira receberá como lucro na operação, obviamente indicará, ainda, o quanto a mais o mutuário pagará pelo empréstimo feito com o banco. "Por se tratar de uma taxa mínima, para que o mutuário consiga chegar nesse patamar precisará manter algum tipo de relação com a instituição financeira que envolva a abertura de contas, cheque especial, manutenção de cartão de crédito e até investimentos ou contratação de seguros", conta.

Apesar de muitos pensarem e questionarem a legalidade de tal prática, Sérgio Monteiro esclarece que o Código de Defesa do Consumidor considera como venda casada a imposição da aquisição ou contratação de um produto ou serviço para aquisição ou contratação de outro. "Na prática, o que é vedado é condicionar a concessão do financiamento habitacional à aquisição ou contratação de outro produto ou serviço. Conceder redutores de juros mediante uma relação mais estreita com a instituição financeira não representa efetivamente uma venda casada", explica.

Do ponto de vista do mercado financeiro da habitação, a redução de juros é sempre muito bem- vinda, pois quanto mais baixa a taxa, menor sairá o valor do financiamento ao final para mutuário. Segundo o consultor jurídico da ABMH, isso tende a estimular o mercado de concessão de financiamentos e faz com que o dinheiro gire, saindo dos bancos para os construtores que podem reinvestir esse valor em novas construções, o que afetará na oferta de empregos e na injeção de dinheiro no mercado de matéria prima, de publicidade, dentre outros setores ligados à construção civil. "Também é vista com bons olhos na medida em que um redução substancial pra ticada p ela Caixa obrigará as outras instituições operantes no mercado a também reduzir sob o risco de perderem a fatia do mercado", acrescenta Sérgio Monteiro.

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