Preço de imóveis residenciais segue em alta nos últimos 12 meses

Em estudo da Abecip, cidade do Rio foi o único município em que houve variação negativa em janeiro.

Conjuntura / 17:13 - 14 de fev de 2020

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No primeiro mês de 2020, o Índice Geral de Preços Imobiliários - Residencial (IGMI-R), da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) teve uma variação praticamente idêntica à do último mês de 2019 (1,03% ante os 1,07% anteriores). A variação acumulada em 12 meses, porém, continuou a trajetória de aceleração, passando dos 4,11% do fechamento do 2019 para 5,17%. Repetindo a tendência observada nos últimos meses, esse resultado foi novamente influenciado de forma positiva mais fortemente pelo desempenho dos preços dos imóveis residenciais na cidade de São Paulo, conforme pode ser visto na tabela abaixo.

O resultado de São Paulo no início de 2020 garantiu uma aceleração em sua taxa de crescimento acumulada em 12 meses, passando dos 6,86% registrados em dezembro para 8,66% em janeiro. O município do Rio de Janeiro foi o único onde houve variação negativa em janeiro, ainda que em pequena magnitude, o que representou praticamente a estabilidade dos preços dos imóveis residenciais. Ainda assim, esse resultado possibilitou a aceleração da taxa acumulada em 12 meses para o município, passando dos 1,29% do fechamento de 2019 para 1,49% nesse início de 2020. Todas as demais capitais analisadas pelo IGMI-R/Abecip também apresentaram aceleração em suas taxas de variação acumuladas em 12 meses na passagem de dezembro de 2019 para janeiro de 2020, com destaque para Salvador, Goiânia, Curitiba e Brasília. Nessas 4 capitais, as variações perto ou acima de 5% já representam uma pequena recuperação dos preços dos imóveis residências em termos reais, considerando-se a variação dos índices de preços ao consumidor no período.

Os principais indicadores do nível de atividades na economia brasileira na passagem de 2019 para 2020 ainda não permitem identificar uma consistência no processo de retomada capaz de aumentar significativamente a probabilidade de aceleração. No entanto, os níveis historicamente baixos das taxas de juros e a retomada gradual do mercado de trabalho continuam fornecendo argumentos para expectativas positivas em relação à demanda por imóveis residenciais ao longo dos próximos meses. Esse é um cenário favorável à disseminação da recuperação dos preços do setor em termos reais, por enquanto mais evidente na cidade de São Paulo, para as demais capitais. O ritmo dessa recuperação continua condicionado à aprovação de reformas capazes de melhorar a percepção em relação ao ambiente de negócios, de forma suficiente para alavancar uma retomada do nível de investimentos.

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