Preço de commodities poderão subir no 2º semestre

AEB aponta que melhor a cotação será para o minério de ferro: 13,4%

Mercado Financeiro / 23:12 - 17 de jul de 2019

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A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) vislumbra um segundo semestre mais positivo para as commodities exportadas pelo Brasil. Segundo a associação, os preços deverão subir em comparação ao que houve no primeiro semestre. A maior alta foi projetada para o minério de ferro, terceiro produto mais exportado pelo país, que deverá ter um avanço de 13,4% em sua cotação média no segundo semestre, apontou nesta quarta-feira a AEB.

O preço médio estimado é de US$ 68 por tonelada de minério de ferro na segunda metade do ano, o que deverá elevar a receita com exportações do produto em 9,4% ante 2018, para US$ 22,1 bilhões.

Já o petróleo, segundo produto mais exportado pelo país, não terá a mesma alavancada. A previsão é de uma queda de 6,4% na cotação média no período, para 380 dólares por tonelada, segundo previsão da AEB.

Em dezembro de 2018, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, estimou para este ano exportações de US$ 220,117 bilhões, queda de 7,3% em relação ao montante de US$ 237,485 bilhões, previstos para 2019, enquanto as importações devem atingir US$ 186,360 bilhões, aumento de 2,1% em relação aos US$ 182,534 bilhões previstos para o mesmo período. 

Conforme a Reuters, a associação ponderou que a projeção da taxa cambial para o final de 2019 poderá ser influenciada pelo nível dos juros nos Estados Unidos, por eventuais decisões do presidente dos EUA, Donald Trump, por decisões do governo Bolsonaro e pela aprovação de reformas estruturais, com as cotações podendo oscilar entre R$ 3,65 e RS 3,90.

“Em 2019, apesar de fortes oscilações nos três principais produtos de exportação, soja, petróleo e minério de ferro manterão representatividade próxima a 32%, consolidando o peso das commodities nas exportações e no superávit comercial”, disse a AEB.

 

Problemas da Vale

 

Sobre o aço, a AEB explica que os preços globais da matéria-prima do aço vêm sendo afetados neste ano, entre outros motivos, por um corte de produção da Vale, que passa por uma revisão em diversas instalações após o rompimento mortal de uma de suas barragens.

Com esse resultado, o minério de ferro que já foi o principal produto de exportação do Brasil, deverá se aproximar mais da soja, com exportações estimadas em US$ 25,2 bilhões, e do petróleo, com US$ 24,1 bilhões.

A carne suína, com a segunda maior alta de preço projetada, terá um avanço de 12,3% em suas cotações, para US$ 2,4 mil dólares. O preço da commodity vem sendo impulsionado por um surto de peste usina africana na China, que tem importado mais carnes para compensar a redução do rebanho.

A soja, que deverá ser pelo quinto ano seguido o principal produto de exportação do Brasil, terá um avanço de 1,2% no segundo semestre, ante o primeiro, para US$ 355 por tonelada.

A AEB destacou que, até junho, foram embarcadas 44,5 milhões de toneladas de soja em grão, representando 62% das 72 milhões de toneladas previstas para embarque em 2019, ante um recorde de mais de 80 milhões de toneladas no ano passado —a peste suína está colaborando para reduzir os embarques da oleaginosa à China.

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