Preços de imóveis registram queda em maio

Conjuntura / 16 junho 2017

De acordo com o indicador de medição de preços, Índice Properati-Hiperdados (IPH), o preço médio do metro quadrado dos imóveis usados à venda em 50 cidades apresentou queda de 0,95% entre abril e maio de 2017. No período de 12 meses, o índice registrou alta de 1,08%, passando de R$ 6.803 em maio de 2016 para R$ 6.877 no mesmo período deste ano.

Em São Paulo, o preço dos imóveis voltou a cair, passando de R$ 8.252 em abril para R$ 8.221 em maio, uma queda de 0,38%. Na variação anual, a capital paulista registrou aumento nominal de 0.34% - em maio de 2016 o valor médio era de R$ 8.193. Considerando a inflação pelo IPCA/IBGE, os preços caíram 3,59%.

O custo do metro quadrado dos imóveis no Rio de Janeiro, por sua vez, apresentou queda de 0,74% entre abril e maio, passando de R$ 8.909 para R$ 8.843. Na comparação anual, os preços tiveram aumento nominal de 3,41% - em maio de 2016, o custo era de R$ 8.551. Se considerada a inflação, houve queda de 0,64%.

O mercado imobiliário em Brasília também registrou recuo de 1,14% em maio, quando o custo do metro quadrado passou de R$ 5.949 para R$ 5.881. O preço médio no mesmo período do ano passado era de R$ 6.606, o que representa uma queda nominal de 2,08%. Se considerada a inflação, os preços despencaram 5,92%.

O preço dos imóveis em Belo Horizonte registraram leve aumento de 0,03%, passando de R$ 5.908 para R$ 5.910. O preço do metro quadrado no mesmo período do ano passado era de R$ 5.997, o que representa uma queda de 1,45% na variação anual. Se considerada a inflação, houve queda de 5,31%.

 

Ministro: "precisamos atenuar déficit habitacional e garantir qualidade de vida a moradores"

Na última quarta-feira, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, ao participar de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, do Senado Federal, destacou as metas e novos programas nas áreas de habitação, mobilidade urbana, saneamento e desenvolvimento urbano.

- Hoje, temos um ministério que honra seus compromissos, tem selo de bom pagador e não deve a nenhuma empresa que participa de nossos programas sociais - afirmou.

Na área habitacional, a prioridade tem sido a retomada das contratações de unidades habitacionais na Faixa 1 do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que atende famílias de baixa renda. As novas contratações já foram retomadas. Em 2017, a meta é contratar 170 mil unidades na Faixa 1.

A novidade, ressaltou Bruno Araújo, é que municípios com menos de 50 mil habitantes passam a ser atendidos por essa modalidade a partir deste ano também.

- Precisamos oferecer mais moradias para atenuar o déficit habitacional, mas também garantir qualidade de vida aos moradores.

O programa foi redesenhado para atender o pleito de beneficiários, consultados por meio de uma pesquisa de satisfação. Famílias estavam satisfeitas apenas da porta para dentro. Havia demandas reprimidas, como a distância das cidades, unidades vazias, obras paralisadas, falta de uma infraestrutura básica, entre outros gargalos. Dentre as prioridades estão propostas com empreendimentos próximos dos centros urbanos, agências bancárias, lotéricas e pontos de ônibus e arborizados.

Iniciativa elogiada pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que destacou a necessidade de condomínios mais horizontais e com um melhor projeto de arborização, com cercas vivas nos quintais, com o objetivo de dar maior privacidade aos moradores.

- Fico extremamente feliz de ver que essas ações serão realizadas dentro dos empreendimentos.

Na ocasião, foi anunciada a abertura do Programa Cartão Reforma para que os municípios possam participar das seleções. Com o objetivo de melhorar a qualidade habitacional, a iniciativa proporcionará a reforma de casas para família de baixa renda, incrementando o comércio, a prestação de serviços e a geração de empregos, bem como a geração de renda nos municípios.

O senador Paulo Bauer (PSDB-SC), que parabenizou o ministro Bruno Araújo pela implementação do programa, comentou que inciativas dessa natureza "vão ao encontro de quem precisa de uma moradia e, caso já tenha uma, melhore a qualidade da residência."