Por temer fintechs, analistas desvalorizam ações dos bancos

Grandes instituições vão criar serviços semelhantes ou comprar as que se destacam.

Acredite se Puder / 19:03 - 15 de jan de 2020

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Neste ano, as units do Santander desvalorizaram 2,12%; as ações preferências do Bradesco registraram queda de 4,53%; as do Itaú perderam 6,37%; e as do Banco do Brasil caíram 7,15%. Tudo por causa do medo inspirado pela fintechs. Em relatório, os analistas do Bradesco BBI afirmam que mantêm a opinião tornada pública em setembro do ano passado de que este ano não será bom para as ações do setor bancário em virtude de um noticiário que não será favorável. A equipe da XP Research acha que a liberação de pagamentos pressionará o setor, pois a ampliação da oferta de serviços pelos bancos digitais é forte diferencial competitivo.

Agora, qualquer notícia causa grande excitação, como a que circulou que o Banco Central, a Receita Federal e a Secretaria do Tesouro Nacional buscam viabilizar o pagamento de contas e tributos através das fintechs. Bom, os serviços de cobrança representam apenas 8,3% da receita total de prestação de serviços dos cinco maiores bancos do país. Por causa disso, fica a pergunta: a liberação para todas as empresas do segmento financeiro ameaça parte significativa ou relevante da receita dos grandes bancos?

O historiador inglês em sua teoria do “Desafio e Resposta’, que tanto pode ser aplicada para a sobrevivência de civilizações como também de empresas, nos leva a crer que os grandes bancos vão buscar e apresentar respostas. Das duas, uma: a) criar serviços semelhantes aos das fintechs ou b) comprar as que se destacam. E ninguém deve se esquecer que o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. O segundo, uma petrolífera mal administrada. Terceiro, um banco.

 

Especialistas continuam mudando de opinião

Dando prosseguimento a desconstrução do setor varejo, os analistas do HSBC reduziram a recomendação para o Carrefour Brasil, de compra para manutenção teve recomendação revista de compra para manutenção. E passaram a recomendar a venda das ações da Via Varejo depois da alta de 27% registrada desde dezembro. O pitoresco é que continuam destacando as mudanças de gestão na companhia como positivas, assim como todas as iniciativas para melhorar os negócios nas lojas físicas.

 

RNI contrata corretora BTG Pactual

A RNI Negócios Imobiliários contratou a corretora BTG Pactual para atuar como formadora de mercado das suas ações na B3, que iniciou os trabalhos no pregão dessa quarta-feira e o contrato terá validade de um ano. O objetivo é aumentar a liquidez dos 42,2 milhões de ações ordinárias em circulação no mercado. Parece que o trabalho começou mal, pois logo no primeiro dia as ações da RNI caíram 1% para R$ 15,97.

 

SEC pega mais um esquema Ponzi

Nos Estados Unidos, a atenta Securities and Exchange Comission descobre e obtém uma ação de execução de emergência e obtém ordem de restrição temporária e congelamento de ativos de mais um aplicador do esquema Ponzi. Aqui no Brasil, a inerte Comissão de Valores Mobiliários nada faz, e se multiplicam os golpes desse tipo no mercado de criptomoedas e especialmente na região Nordeste. Lá, nos EUA, Kenneth D. Courtright, III e sua empresa, Todays Growth Consultant Inc., de Illinois, levantaram US $ 75 milhões de mais de 500 investidores nos Estados Unidos e no exterior. O golpe dessa vez foi o da construção de um site para o investidor, que renderia uma taxa de retorno com garantia mínima sem fim, baseada nas receitas geradas por esses sites.

 

Petrobras vende ativos na África

A Petrovida Holding B.V. pagou US$ 1,45 bilhão por 50% da participação que a Petrobras International Braspetro BV possuía na Petrobras Oil & Gas BV. Com a finalização dessa transação foram encerradas as atividades da estatal brasileira na África. A Petrovida é controlada pela Africa Oil Corporation, empresa de capital aberto controlado pela canadense E&P e que extrai petróleo na costa da Nigéria e tem campos em desenvolvimento no Quênia. Depois que adquiriu a participação da Petrobras, ficou sócia do BTG Pactual E&P B.V na PO&GBV.

 

Gerdau subiu 62%, e Credit manda comprar

Nos últimos três meses, as ações da Gerdau subiram 62%. Os analistas do Credit Suisse, no entanto, mantiveram a empresa como top pick no setor de siderurgia e aumentaram o preço-alvo de R$ 21 para R$ 26 por ação. A qualquer momento, mudam de ideia. Parece brincadeira?

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