Por paixão, executivo recebeu suborno de US$ 45 mi

Facilitou empréstimos para Moçambique para obter dinehiro e impressionar amante.

Acredite se Puder / 18:00 - 28 de out de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Um profissional que atuava na área de banca de investimento do Credit Suisse Group declarou a um tribunal federal em Nova York que a sua decisão de aceitar milhões de dólares em subornos foi influenciada por um relacionamento extraconjugal com uma subordinada. Pitoresco é que Andrew Pearse declarou ao tribunal que aceitou os subornos para ficar mas perto da amada, pois os dois eram casados, viajavam muito e ficavam pouco tempo juntos. E admitiu ter recebido pelo menos US$ 45 milhões pela concessão de US$ 2 bilhões em empréstimos a empresas em Moçambique, sendo que só dividiu apenas US$ 2 milhões com a amante, Detelina Subeva. E foi a primeira testemunha do governo norte-americano contra Jean Boustani, profissional de vendas do Privinvest Group, que é acusado de fraudar investidores nos EUA. Subeva também se declarou culpada, mas vai atuar como testemunha da acusação.

O Ministério Público acusa representantes da Privinvest de inflacionar preços de equipamentos e serviços prestados a Moçambique, gerando dinheiro para o pagamento de subornos. Autoridades do país africano, executivos de empresas e profissionais de bancos de investimento roubaram aproximadamente US$ 200 milhões. Stephen Hauss, advogado da Privinvest, nega todas as irregularidades. Os jurados tiveram acesso a registos da Privinvest depositando regularmente US$ 1 milhão na conta bancária de Pearse em Abu Dhabi. Os empréstimos a Moçambique foram concedidos pelo Credit Suisse e pelo banco russo VTB para serem aplicados na pesca de atum, estaleiros e segurança costeira, projetos que nunca se concretizaram.

 

Tentaram puxar C&A e não conseguiram

Duas ações estrearam no pregão da B3 desta segunda-feira. As da varejista de moda C&A, após precificar em R$ 16,50 a oferta inicial de ações, quase no piso da faixa indicativa dos coordenadores, chegaram a subir 5,15%, atingindo a R$ 17,24, mas essa alta foi reduzida para 3%. A C&A esperava captar R$ 2,2 bilhões, mas só conseguiu R$ 1,65 bilhão, que serão utilizados para a subsidiária brasileira pagar suas dívidas com o controlador europeu, baseado em Luxemburgo, e uma parte será dividida entre os demais sócios. No caixa da empresa só entrarão menos de 6% desses recursos. As units do BMG também tiveram seu primeiro pregão, mas ficaram perto da estabilidade. E na abertura chegaram a subir 0,65% e foram a R$ 46,70, mas enfraqueceram depois e passaram a registrar queda de 0,06%, a R$ 46,37.

 

Petróleo volta a cair

Antes, o alívio de tensão entre os EUA e a China só beneficiava o mercado de ações, agora anima também os especuladores com o petróleo. A semana começou com a cotação do barril em queda, pois o Brent perdeu 0,76% e foi negociado a US$ 61,55.

 

Steinbruch volta a prometer o que não cumpriu

Na quinta-feira da semana passada, durante encontro com analistas, Benjamim Steinbruch voltou pela milésima segunda vez a prometer a venda de uma fatia minoritária de 8% da mina de Casa de Pedra para diminuir dívidas. Ninguém acreditou.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor