Advertisement

Politicamente correto

Por Leonardo Gomes.

Opinião / 08 Fevereiro 2019 - 18:26

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Ao observar o comportamento das eleições para as mesas legislativas, notamos explicitamente que, tudo voltou a ser como sempre foi: muito jogo político e com políticos. As grandes novidades foram duas:

1) O fim da hegemonia do PT, que ao apoiar e não votar em Marcelo Freixo, aquele que prefere pautas ideológicas em vez de propor como vamos gerar empregos, perdeu os assentos na mesa diretora. Também, esperar o quê desse pessoal que vai bater palmas pra Maduro, na Venezuela? Do PT o povo já desistiu, e faz tempo.

Em suma: uma rapaziada que não trabalha e vive de comentar os caminhos dos outros. Fico imaginando que os erros passados em negar o Plano Real, não apoiar a Lei de Responsabilidade Fiscal e fazer uma oposição intransigente a Itamar e FHC, para no governo ter mantido boa parte de suas práticas, são fichinhas perto da falta de senso de realidade e cumplicidade com os mais de 10 milhões de desempregados, em sua maioria oriundos no Governo Dilma.

 

Moro está levando vantagem

já com o radar em 2022

 

2) A segunda novidade foi a participação de Moro, ou do que representa a nova teoria da judicialização política, na eleição do Senado. Ou alguém acha que a vitória de Alcolumbre é uma dádiva? Moro e seus próximos fizeram, e fizeram muita, política para elegê-lo.

Só no mundo dos politicamente corretos, aquela turma que burla todos os impostos possíveis e impossíveis, usa de todos os vernizes sociais, que a derrota de Renan é comemorada como “fim”. Não existe fim num processo político, seja para quem for. O que está em marcha é uma disputa, dentro da política, de cabeças do sistema novo e do sistema que sempre vigorou.

E, dentro desta lógica, Moro está levando vantagem já com o radar em 2022. No entanto, um novo caminho já está em curso: o que serão as eleições de 2020? Elas serão um balizador desta nova discussão política. Com isso, as duas novidades são as postas acima. Essas duas visualizações serão fundamentais para os processos em disputa nas cidades.

Soma-se isso a alguns fatos cada vez mais públicos. Haverá uma rediscussão do uso das redes sociais, afinal, elas saturaram, o que não quer dizer uma inviabilização destas. O que deve ocorrer, após o evento das fake news, é uma busca pela credibilização da informação, levando o ambiente a sofrer um contrafluxo. Cada vez mais jornalistas sairão dos veículos e ocuparão as redes sociais sobrepondo as grandes mídias. Aliás, até a própria interiorização dos maiores veículos já dá a tônica da saturação.

Por fim, voltaremos a ter o jogo político com políticos. A tal negação da política foi um grande fiasco. Desta forma, teremos em franco destaque políticos que unirão votos (urna/popularidade) e inteligência (percepção da movimentação da sociedade-estratégia). Seria esse o politicamente correto?

 

 

Leonardo Gomes

Jornalista e publicitário.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor