Plano nacional de insegurança pública

Opinião / 13:57 - 28 de jun de 2000

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

Foi anunciado pelo próprio FH, com estardalhaço, o lançamento do famigerado plano nacional de segurança pública, em nível federal. Peca, de início, ao atribuir o comando da segurança pública no país ao Sr. José Gregori, atual ministro da Justiça, porém defensor de seqüestradores, que venceu o General Alberto Cardoso, ministro da Segurança Institucional, na luta pelo poder em área de tal relevância. Fica a dúvida inicial. Para que existe então tal ministério? Só para controlar a infiltração de agentes e a escuta ambiental? Ou seja, para permitir a espionagem, o controle dos cidadãos, em qualquer lugar? A privacidade acabou. George Orwell (Eric Blair), autor de "1984", deve estar alegre. O que ele previu está acontecendo, somente dezesseis anos após. A mídia amestrada, sob controle dos "donos do mundo", não informa aquilo que deveria, divulgando, distorcidamente, apenas o que é ordenado. A medida de maior valor econômico, no total de R$ 700 milhões para o ano em curso, refere-se à iluminação de periferias e favelas, bem como construção de presídios. São medidas necessárias, mas que deveriam ter sido adotadas há mais tempo. No momento, parecem mais destinadas a fazer a alegria de empreiteiros, financiadores generosos de campanhas políticas, às vésperas das eleições para prefeitos e vereadores. A construção de centros de esporte e lazer e o preenchimento de vagas em repartições ou providências gerais, tais como reaparelhamento, modernização e outras são meros jogos de cena. Não atingem o cerne do problema. O engajamento das Forças Armadas no combate direto ao crime é o desejo do G-7, dentro do plano global de rebaixamento delas à situação de milícias, para implementação de uma força internacional de paz, sob comando dos EUA, para implantação do Governo Mundial. Caso adotada, acelerará o processo de desmantelamento das Forças Singulares, deixando seu flanco aberto para serem crucificadas pela mídia amestrada. Se atuarem com rigor, serão acusadas de violentas, fascistas, torturadoras, pelos "defensores dos direitos humanos dos bandidos". Caso sejam moderadas, passarão a ser omissas ou incompetentes. A questão da proibição do registro de armas é de uma irresponsabilidade estarrecedora. A conseqüência óbvia será o aumento do comércio ilegal, agora fortalecido pelo ingresso dos cidadãos dignos e de bons costumes, obrigados a entrar na ilegalidade para exercer o direito de legítima defesa: " É a utilização do meio necessário para interromper agressão real e imediata...". Os marginais continuarão a manter a superioridade qualitativa sobre as polícias, pois não compram armas legalmente. Como desarmá-los? Por que não privá-los inicialmente da utilização dos seus artefatos bélicos? Falta vontade, coragem ou é proposital? Qualquer cidadão consciente pode mostrar à polícia os locais onde tiroteios freqüentes são travados entre quadrilhas do crime organizado. E ninguém faz nada! O pueril argumento de que a arma portada pelo cidadão transforma-o num cadáver, não se sustenta numa discussão séria. A mídia corrompida e seus "policiólogos" regiamente comprados, manipulando estatísticas falsificadas, faz escândalo quando um cidadão armado reage e morre. Mas silencia quando, por exemplo, o cidadão desarmado é assassinado ao tentar fugir, como recentemente, no caso da cantora da banda In, Srta. Inês Medeiros. O que o movimento Viva Rio, verdadeiro responsável pela "política" de segurança pública do Brasil, segundo o Sr. José Gregori, tem a dizer? Ou a solução é legalizar as drogas e criminalizar a posse de armas legais pelos cidadãos honestos, como pregam as fundações e ONGs financiadas pelo megaespeculador George Soros? Neste caso a Abert não se pronuncia. Prova que não há o "lobby" das fábricas de armamentos, mas sim do tabaco e do álcool. A única saída para o cidadão será ,então, ficar a mercê do bandido, deixando-se assaltar, ser estuprado e viver ou não, em função da boa vontade do criminoso? Se querem ser covardes, continuem. Mas não privem o cidadão do direito de reagir. A conseqüência será o aumento de homicídios por facas, pedaços de pau e outros. A arma de fogo é um objeto inanimado. A violência está na mente das pessoas. O Prof. John Lott Jr., da Universidade de Chicago, nos EUA, já provou que: "Mais Armas- Menos Crimes" desde que sejam devidamente controladas, limitadas sua posse e porte a pessoas dotadas de perícia e equilíbrio para tal. Por que não reativar a Inspetoria-Geral das polícias militares, medida por nós defendida em artigo anterior sobre o mesmo tema, que coordenava as forças policiais com habilidade? A cada dia que passa, aumenta a certeza de que o ato arbitrário da administração FH destina-se apenas a cumprir as determinações do exterior, para facilitar o processo de tomada de nosso território, como a Amazônia, com menor resistência, por forças estrangeiras. Quem apoiar este infame ato, entrará na História como seguidor do partido de Joaquim Silvério dos Reis. Não terá vida longa, apesar de todos seus seguranças, oficiais e particulares. E as empresas de segurança privada, legais e ilegais, que contam com mais de um milhão de homens armados, sem preparo adequado, no Brasil? Serão desarmadas? Caso positivo, fecham e teremos mais desemprego. Caso negativo, caem por terra todos os argumentos dos "hoplófobos". Na realidade, a adoção deste ato vai aumentar as razões de insegurança, sendo, desta forma, um plano nacional de insegurança pública. Marcos Coimbra Professor Titular de Economia na Universidade Candido Mendes, Professor na UERJ, Conselheiro da ESG Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br Site: www.brasilsoberano.com.br

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor