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Pimco prevê recessão branda para Estados Unidos

Acredite se puder / 13 Junho 2018

Dentro de três a cinco anos, os Estados Unidos da América vão enfrentar uma recessão, que não será tão profunda quanto a registrada em 2008. Essa é a previsão da Pimco, gestora norte-americana de ativos, por considerar que os problemas enfrentados pela economia do país serão “herança da última crise”. O cenário traçado pela gestora de fundos tem como base taxas de juro baixas, balanços pesados no banco central e elevados déficits orçamentais, o que limitará a capacidade dos EUA de aplicarem medidas que promovam a atividade econômica. Isto acontece no momento em que os dados de produtividade são fracos, os salários crescem pouco e há pouca inflação.

Para a Pimco os investidores têm agora de saber viver num ambiente onde a taxa de juro vai aumentar, sem que as medidas orçamentárias dos governos não sejam capazes de promover um efeito compensatório. Num relatório de projeções, a gestora de ativos prevê que a Fed acelere os aumentos dos juros face à reforma fiscal de Donald Trump, que poderá sobreaquecer a economia. O lado negativo desta política da atual administração será o aumento da dívida pública norte-americana. Outro dos fatores negativos que deverá influenciar a economia dos EUA passa pelos desenvolvimentos da guerra comercial. A última reunião do G7 não melhorou a situação, reinando a incerteza relativamente aos próximos passos que possam endurecer o protecionismo e isolar os norte-americanos.
Contudo, Geraldine Sundstrom, diretora do portfólio da Pimco em Londres, admite que esta nova recessão antecipada pela gestora será “menos profunda” do que a da crise financeira de 2018. Sundstrom não vê sinais de excessivo endividamento por parte das empresas e das famílias.
É com prudência que a Pimco olha para os desenvolvimentos na Zona Euro. Por um lado, separa a situação espanhola da italiana, referindo que o novo governo de Espanha é pró-europeísta. Por outro lado, dramatiza a situação de Itália: a gestora está céptica em relação ao novo governo italiano e não descarta a hipótese de eleições antecipadas, o que torna mais arriscados os investimentos na Zona Euro.

 

Vendas da Zara sobem 2% no trimestre

O grupo espanhol Inditex, dono da Zara e da rede Maximo Dutti, líder mundial da venda de roupa a varejo, anunciou que, no trimestre de fevereiro a abril, teve lucro de 668 milhões de euros, com aumento de 2%. Segundo a informação enviada à CNMV (Comissão Nacional do Mercado de Valores), a companhia espanhola revela que também registrou elevação de 2% nas suas vendas em 2%, para 5,65 bilhões de euros.
Medidas com as taxas de câmbio constantes, as vendas nas lojas e no online aumentaram 7%, segundo adianta o maior grupo de distribuição têxtil do mundo. No trimestre, a Inditex realizou abertura de 36 lojas, terminando o trimestre com 7.448 lojas em 96 países.
Em Portugal, o grupo Inditex tinha, no final do ano passado, 337 lojas com as marcas de Zara (67), Zara Kids (16), Pull&Bear (53), Massimo Dutti(41), Bershka (50), Stradivarius (44), Oysho (34), Zara Home (26) e Uterque (6).

 

Aneel homologa reajuste da Energisa

A distribuidora de energia, Energisa, comunicou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou o reajuste tarifário da companhia. A Aneel aprovou o reajuste tarifário anual da Energisa Nova Friburgo, onde será aplicado a partir de 22 de junho deste ano. O processo de reajuste tarifário anual consiste no repasse aos consumidores dos custos não gerenciáveis da concessão (Parcela A - compra de energia, encargos setoriais e encargos de transmissão), e na atualização dos custos gerenciáveis (Parcela B - distribuição) pela variação do IPCA subtraída do Fator X, que repassa aos consumidores os ganhos de produtividade anuais da concessionária.

A variação nos custos da Parcela A foi de +15,9%, impactada pelos custos com transmissão e compra de energia. O preço médio de repasse dos contratos de compra de energia (“PMix”) foi definido em 226,69 R$/MWh. A variação da Parcela B foi de 2,9%, totalizando R$ 47,2 milhões, reflexo da inflação acumulada desde o último reajuste, de 2,93%, deduzida do Fator X, de 0,29%”, explicou Maurício Perez Botelho, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Energisa.

 

Gerdau obteve decisão desfavorável

A Gerdau obteve decisão desfavorável em segunda instância relativa à acusação de que o grupo e outros produtores de aços longos teriam infringido a legislação antitruste. Os papéis chegaram a cair 2,20%, mas depois amenizaram as perdas.

Em 1ª instância foi determinado o pagamento de uma multa de 7% sobre o faturamento bruto do exercício anterior à instauração do processo, que conforme a última atualização, ainda de 2013, correspondia a R$ 417,8 milhões.

A Gerdau disse que vai buscar “todos os remédios jurídicos cabíveis para defesa de seus direitos”. “A companhia esclarece, finalmente, que suas práticas comerciais são fundamentadas nos princípios da transparência e da livre concorrência”, afirmou em comunicado.