Picos tarifários afetam comércio com EUA

Negócios Internacionais / 10 Abril 2017

Um estudo elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra como os chamados picos tarifários – tarifas de importação extremamente elevadas – inibem o comércio de produtos do agronegócio brasileiro com os Estados Unidos. O estudo “Barreiras Comerciais: Análise dos Picos Tarifários dos Estados Unidos e o Agronegócio Brasileiro” foi elaborado pela Superintendência de Relações Internacionais (SRI) da CNA. Segundo o documento, ainda que, em geral, os Estados Unidos não tenham tarifas de importação muito elevadas, as tarifas aplicadas a alguns produtos podem atingir níveis extremos, tornando-se barreiras proibitivas ao comércio. Esses picos tarifários são especialmente frequentes em relação aos produtos agropecuários considerados sensíveis à importação. A análise da CNA identificou casos em que os picos tarifários afetam o comércio bilateral de carne bovina e de peru, lácteos, frutas e derivados, amendoim, óleo de soja, açúcar, tabaco e cachaça. Os Estados Unidos possuem sistema produtivo semelhante ao do Brasil, o que acarreta alta concorrência nos mercados mundial e domésticos em vários setores.

Acordo entre Brasil e Peru facilitará exportações

Novo acordo comercial entre Brasil e Peru vai facilitar exportações. A aprovação do Acordo de Ampliação Econômico-Comercial, firmado pelos dois governos e aprovado no Senado, estabelece liberalização de serviços e abertura dos mercados de compras públicas. Com a medida, as licitações peruanas de bens e serviços passam a estar abertas para as empresas brasileiras, bem como as licitações brasileiras estarão abertas para as empresas peruanas. Na área de serviços, os compromissos assumidos pelo Peru superam significativamente, em termos quantitativos e qualitativos, as obrigações em matéria de serviços que o País tem na Organização Mundial do Comércio (OMC).

ABPA lança Projeto Brazilian Pork

Brazilian Pork: a taste of Brazil in your life”. É com este slogan que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), realizou o lançamento global do branding do Projeto Setorial Brazilian Pork, mantido pela ABPA em parceria com a Apex-Brasil. Lideranças, importadores, jornalistas e outras representações do governo e da sociedade do México participaram da ação, que aconteceu na Embaixada Brasileira na Cidade do México. No encontro foi exibido um vídeo, em espanhol, que mostra a qualidade da carne suína made in Brazil, o status sanitário do País, o número de trabalhadores que o setor emprega e o perfil sustentável da produção nacional. O material também já foi desenvolvido em inglês e mandarim, para atender importantes mercados consumidores da carne suína brasileira.

Recorde na exportação de veículos no trimestre

Levantamento da Anfavea mostra que produção de veículos aumentou em março, sendo que as exportações foram recorde. A indústria automotiva aumentou a produção de veículos em março, diante da confiança na retomada da economia. Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a fabricação de veículos cresceu 18,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com a entidade, a produção de veículos no primeiro trimestre foi 24% maior que em relação ao mesmo período do ano passado, sendo que o resultado de março cresceu 17,1% frente a fevereiro.

Fabricantes de autopeças em missão ao Irã

O projeto Brasil Auto Parts – Trusted Partners, parceria do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), vai levar fabricantes brasileiros de autopeças para o Irã. A missão comercial, que ocorre de 10 a 12 de maio, na capital Teerã, inclui apresentações sobre ambos os mercados, visitas técnicas a montadoras e a outras empresas do mercado automotivo daquele país e encontro com representantes da embaixada brasileira. A logística, o agendamento inteligente dos encontros entre empresas (matchmaking), entre 8 e 10 reuniões para cada empresa brasileira, e o convite para palestras são oferecidos pelo Sindipeças aos integrantes da missão. Informações relevantes sobre a indústria iraniana de autopeças podem ser consultadas em levantamento feito pela IAPMA (sigla em inglês para associação iraniana da indústria de autopeças).

Embarques de frango decrescem 4%

Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que os embarques totais de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura, embutidos e outros processados) decresceram 4,1% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando 386,4 mil toneladas – contra 402,9 mil toneladas em 2016. Conforme o presidente-executivo da ABPA, Francisco Turra, a queda nos volumes embarcados decorreu, dentre outros motivos, da retração das vendas para mercados que determinaram embargos às importações na semana seguinte à deflagração da Operação Carne Fraca.

Exportação de carne aumenta 4,4% em março

Apesar da Operação Carne Fraca, ação da Polícia Federal que resultou no fechamento de frigoríficos e na suspensão das exportações da carne brasileira para alguns países, as vendas de carnes bovina, suína e de frango para o exterior cresceram em março. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, houve alta de 4,4% nas vendas ante março de 2016 segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. O valor total exportado subiu 9% no mesmo período.

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