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Pharol alega que Oi mentiu e quer que pague indenização de 2 bi de euros

Acredite se puder / 21 Novembro 2018

O Tribunal de Lisboa enviou citação à operadora brasileira Oi para se defender numa ação movida pela portuguesa Pharol, que está pedindo uma indenização de pouco mais de 2 bilhões de euros, algo em torno de mais de R$ 8 bilhões. Mas, tem coisas engraçadas que somente acontecem em Portugal, como o caso de que o Citius - o portal da Justiça portuguesa em que são apresentadas as ações - não aceitou, inicialmente, um pedido de indenização com tantos dígitos. A Pharol teve de fazer um requerimento para informar o montante.

Na ação, a Pharol acusa a empresa brasileira de ter mentido sobre a sua situação financeira e de se ter servido da Portugal Telefônica, agora Pharol, para se salvar. Mas, segundo a diretoria da empresa, existem outros danos que não estão, nesta ação, mas serão apresentados no futuro.

Ao mesmo tempo, a Oi contra ataca e num extenso comunicado revela ter escrito à administração da Pharol criticando a sua postura e em particular nas ações judiciais contra a operadora brasileira. Na carta, acusa a portuguesa de ter “uma postura litigiosa que atende apenas a um grupo específico de acionistas”. Também afirma que “além de causar prejuízos financeiros à própria Pharol, com gastos desnecessários para cobrir despesas judiciais, atenta contra o seu principal ativo, a Oi, que fica com seu negócio prejudicado em virtude das desinformações geradas no mercado pelas suas iniciativas da empresa.

Ibovespa sem alteração

Após a forte alta verificada no mês de outubro, segue com tendência positiva para novembro. Na superação de seu topo histórico marcado aos 88.300 pontos, o índice poderá buscar objetivo mais longo na região dos 98.000, passando por resistências intermediárias em 90.900 e 93.500 pontos. O suporte que ampara a tendência ficou marcado em 82.800 pontos.

 

Dólar enfraquecido

Os gráficos do mercado futuro de dólar mostram que o ativo está enfraquecido no curto prazo. Existe um suporte em R$ 3.721, cuja perda acentuará o movimento de queda e a busca dos R$ 3.599. Do lado superior, caso seja iniciado o processo de repique, a moeda norte-americana poderá testar a resistência que passa nos R$ 3.844.

 

Ações da Apple arrastam as demais do setor

As ações da Apple estão em bear market, depois de desvalorizarem mais de 20% desde o início de outubro. Essas quedas acentuadas tiveram reflexos nas cotações dos seus fornecedores. A suíça AMS, fabricante de sensores ópticos para telemóveis, foi a primeira a sofrer. Depois do alerta ao mercado, prevendo redução na margem de lucro do quarto trimestre, viu seus títulos sofrerem queda de 30%. Desempenho semelhante teve a Lumentum, que também desenvolve produtos ópticos e caiu cerca de 30% num só dia.

Agora, a Foxconn Technology, a maior fornecedora de iPhones para a Apple, revelou, através de um comunicado interno, um plano de corte de custos. A área de negócio do iPhone precisa sofrer um ajuste de despesas no valor de seis bilhões de yuans (760 milhões de euros) no próximo ano e a tecnológica de Taiwan tenciona eliminar cerca de 10% do pessoal não-técnico. Com isso, planeja a redução de 20 bilhões de yuans (2,5 bilhões de euros) em gastos em 2019, antecipando que seja “um ano muito difícil e competitivo”.

 

Mais um problema para o bitcoin

O mercado de criptoativos não receberá neste ano o tão esperado impulso com o dinheiro proveniente de Wall Street. A Intercontinental Exchange, que constrói, opera e promove os mercados financeiros e de commodities globais, comunicou que a entrada em operação da plataforma de mercados futuros de bitcoin acontecerá no dia 24 de janeiro de 2019. Esse tipo de operação deveria começar no dia 12 de dezembro.