PF prende supostos hackers, mas oposição desconfia

Assessoria do ministro da Economia, Paulo Guedes, denunciou que o telefone celular do ministro também foi hackeado.

Política / 23:13 - 23 de jul de 2019

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A assessoria do ministro da Economia, Paulo Guedes, denunciou que o telefone celular do ministro foi hackeado na noite desta segunda-feira. Segundo a assessoria, o hacker criou uma conta no aplicativo de mensagens Telegram em nome do ministro.

Em nota, o ministério informou que está sendo apurada a possível invasão ao telefone de Paulo Guedes. “Nesta segunda-feira, vários jornalistas receberam mensagens e ligações em nome do ministro por meio do aplicativo Telegram. O Ministério da Economia ressalta que o ministro nunca teve conta nesse serviço e pede para que desconsiderem qualquer mensagem recebida do número antigo do ministro, que já será desativado”, diz a nota.

Nesta terça, a Polícia Federal (PF) deteve quatro suspeitos de invadirem o celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Eles foram detidos em caráter temporário nas cidades de Araraquara, São Paulo e Ribeirão Preto e, segundo a PF, integram uma organização que pratica crimes cibernéticos. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.

Para parlamentares da oposição, no entanto, há estranheza nessa operação diante dos fatos que vieram à tona por conta do vazamento das conversas nada republicanas entre o então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS) questionou: “Será que vão encontrar o Queiroz também? Quem sabe ele aparece em Araraquara (...) Ou procurar os milicianos amigos do chefe não vem ao caso, Sérgio Moro?”

“Ué, gente? Mas as conversas não estavam adulteradas e, mesmo se fossem verdadeiras, não traziam nada de mais? Por que essa operação?”, ironizou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), que diz estar “doido pra saber logo a identidade do hacker que imitou a voz de Dallagnol”.

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