Petrolíferas estatais são as maiores poluidoras da atmosfera

Petrobras é a última da lista de 20, todas elas de petróleo e mineração.

Acredite se Puder / 19:00 - 9 de out de 2019

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Na relação das 20 empresas mais poluidores do mundo, 12 são estatais e responsáveis por 20% da emissão de dióxido de carbono e metano para a atmosfera. E são as principais companhias petrolíferas que contribuíram com 35% de todo a poluição mundial, lançando 480 bilhões de toneladas desde 1965. segundo levantamento feito por Richard Heede, do Climate Accountability Institute, dos EUA, e divulgado nesta quarta-feira pelo jornal The Guardian. A petrolífera estatal Saudi Aramco, é a responsável pela emissão de mais de 59 bilhões de toneladas, ou 4,38% do total jogado na atmosfera. Em seguida vem a norte-americana Chevron, com 43,35 bilhões, e depois a russa Gazprom, que só tem 30 anos de existência, mas prejudica os habitantes do planeta com 43,23 bilhões.

As demais são as seguintes: ExxonMobil (privada) – com 41,90 bilhões; National Iranian Oil Co (estatal) – com 35,66 bilhões; BP (privada) – 34,02 bilhões; Royal Dutch Shell (privada) – 31,95 bilhões; Coal India (estatal) – 23,12 bilhões; Pemex (estatal) – 22,65 bilhões; Petróleos da Venezuela (estatal) – 15,75 bilhões; PetroChina (estatal) – 15,63 bilhões; Peabody Energy (privada) – 15,39 bilhões; Conoco Phillips (privada) – 15,23 bilhões; Abu Dhabi National Oil Co (estatal) – 13,84 bilhões; Kuwait Petroleum Corp (estatal) -13,48 bilhões; Iraq National Oil Co (estatal) – 12,60 bilhões; Total SA (privada) – 12,35 bilhões; Sonatrach (estatal) – 12,30 bilhões; BHP Billiton (privada) – 9,80 bilhões Petrobras (estatal) – 8,68 bilhões.

O estudo avaliou o que as empresas globais extraíram do solo e as emissões subsequentes pelas quais esses combustíveis fósseis são responsáveis, desde 1965, ano em que os especialistas dizem que o impacto ambiental dos combustíveis fósseis começou a ser conhecido pelos líderes da indústria e pelos políticos. E a conclusão é que: “a grande tragédia da crise climática é que sete bilhões e meio de pessoas devem pagar um preço, na forma de um planeta degradado, para que algumas dúzias de interesses poluidores possam continuar a ter lucros recorde. É uma grande falha moral do nosso sistema político que permite que isto aconteça”.

 

Senadores dos EUA querem investigar JBS

As ações da JBS caíram mais de 5% e voltaram pra a faixa dos R$ 29,00, por causa de dois senadores norte-americanos, o republicano Marco Rubio e o democrata Robert Menendez que enviaram uma carta ao secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, pedindo a investigação das aquisições feitas pelo frigorífico brasileiro entre 2007 e 2015, por conta do seu possível envolvimento em casos de corrupção. Nesse período, a empresa comprou a Swift, a Smithfied Foods, a Pilgrim’s Pride e a unidade de suínos da Cargill. Os senadores pedem que governo revise essas operações que foram importantes nos Estados Unidos.

As ações da JBS registraram alta de cerca de 160%, devido as constantes revisões positivas dos analistas de grandes bancos e corretoras. O jeito é aguardar as opiniões dos especialistas, mas os gráficos semanais mostram que quem ganhou, ganhou, e os demais terão de esperar, pois haverá um movimento de correção da última onda de alta.

 

IPO da Vivara movimentou R$ 2,29 bi

O IPO da rede de joalherias Vivara movimentou R$ 2,29 bilhões com a negociação de 95,65 bilhões de ações ao preço de R$ 24 cada. A ação estreia na B3 no pregão desta quinta-feira, com o código de VIVA3.

 

CVM não aceita merreca do BTG Pactual

A BTG Pactual Holding ofereceu R$ 200 mil para a CVM concordar com um termo de compromisso e evitar processo administrativo. A CVM recusou por achar irregularidades em negociações com a PPLA Participations LTD, novo nome da BTG Pactual Participations LTD, criada nas Bermudas.

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