Petróleo valoriza 4% por causa da nova redução na produção

Presidente da Petrobras afirma que é contra ingresso na Opep.

Acredite se Puder / 17:31 - 5 de dez de 2019

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A cotação do barril de petróleo registrou ganhos de 4% nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate, negociado em Nova York, valorizou 4,05% e foi para US$ 58,37 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, subiu 3,95% para US$ 63,21. Dois motivos impulsionaram a alta: a) a revelação da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos que os estoques norte-americanos diminuíram em 4,86 milhões de barris na semana passada, quando as estimativas apontavam para uma queda de apenas 1,5 milhão; e b) os 24 membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados liderados pela Rússia decidiram nesta quinta-feira, em aumentar o corte da produção, que pode chegar ser a maior redução na oferta da década.

Alexander Novak, ministro da Energia da Rússia, informou que o comitê de ministros do setor energético recomendou ao cartel petrolífero expandir o corte de produção coletivo em 500 mil barris por dia, elevando a redução de 1,2 milhão para 1,7 milhão de barris, o que representa 1,7% da oferta de petróleo em todo o mundo. O prazo será até março do próximo ano, mas isso ainda não é uma decisão definitiva pois não houve unanimidade e alguns membros pretendem que os cortes sejam mantidos até junho ou dezembro de 2020.

 

Petrobras é contra entrar na Opep

Roberto Castello Branco, em entrevista em Nova York, disse que ser membro ou não da Opep não é uma opção atualmente considerada pelo governo brasileiro, pois defende o livre mercado e é contra os cartéis, e o “Brasil pode fazer melhor”. A produção de petróleo do Brasil deve mostrar forte crescimento nos próximos anos com a perfuração de mais reservas offshore, dando ao país crescente influência no mercado global. Aliás, a entrada do Brasil na Opep não é uma proposta nova. O ex-presidente Lula da Silva já havia considerado a ideia no passado, mas a Petrobras também se opôs, citando suas obrigações com investidores e credores de dívida. A empresa argumenta que o governo não tem poder para determinar os níveis de produção de operadores privados.

 

Glencore também subornava autoridades

A Glencore, a Rio Tinto, a BHP e a Vale são as quatro maiores mineradoras do mundo. Acontece que a empresa anglo-suíça está sendo investigada pelo Serious Fraud Office, do Reino Unido, por suspeitas de pagamento de subornos. Segundo nota distribuída, nesta quinta-feira o SFO iniciou a investigação sobre suspeitas de suborno na condução dos negócios do grupo

A Bloomberg, há cerca de um ano e meio, noticiou que as autoridades britânicas estavam preocupadas com as atividades da Glencore na República Democrática do Congo e as suas ligações ao bilionário israelita Dan Gertler, antigo parceiro de negócios naquele país e que sofreu sanções dos Estados Unidos por alegados “negócios opacos e corruptos” no Congo. E a Glencore já estava a sendo investigada pelo Departamento de Justiça norte-americano por suspeitas de corrupção na República Democrática do Congo, Venezuela e Nigéria. A notícia da investigação afetou as ações da Glencore que sofreram desvalorização de 7,7% e foram cotadas a 220 pences.

Todo mundo seguindo a Odebretch.

 

CVM alerta contra empresas imobiliárias

A Comissão de Valores Mobiliários divulgou um alerta sobre uma oferta irregular de investimento no setor imobiliário realizada pela Nobile e STX, que não estão autorizadas a oferecer investimentos no empreendimento Rasme Abduch, também conhecido como Perdizes Hotel e Hotel Perdizes. No prospecto do empreendimento, publicado em 2018, consta que as obras de construção do hotel começariam em janeiro do ano que vem e que o condomínio começaria a operar em abril de 2022, no bairro de Perdizes, Zona Oeste de São Paulo. A CVM determinou a suspensão das ofertas em dois sites, justificando que a oferta pública não está registrada. A dispensa de registro dessa oferta concedida em 30/11/2018 caducou.

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