Petroleiros exigem suspensão das demissões na Fafen

A adesão dos trabalhadores ao movimento cresce diariamente e já mobiliza 116 unidades, em 13 estados do país.

Conjuntura / 23:33 - 14 de fev de 2020

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Nesta sexta-feira, quando os petroleiros completaram 14 dias em greve nacional, os sindicatos da Federação Única de Petroleiros (FUP) realizaram atos em várias unidades da Petrobras exigindo a suspensão imediata das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

Pelo menos 144 trabalhadores da fábrica já receberam telegramas de convocação para comparecer a hotéis da região de Araucária, onde seriam feitas as rescisões dos contratos de emprego, o que viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

Acampados há 23 dias em frente à Fafen, petroleiros e petroquímicos realizaram pela manhã um grande ato, denunciando o que consideram mais uma arbitrariedade da gestão da estatal. Os trabalhadores queimaram os telegramas com os comunicados de demissão.

A adesão dos trabalhadores ao movimento cresce diariamente e já mobiliza 116 unidades, em 13 estados do país. Na tarde de quinta-feira, os trabalhadores da P-57 – plataforma do pré-sal que opera na Bacia do Espírito Santo – desembarcaram e se somaram à paralisação.

Na Bacia de Campos, mais duas plataformas também aderiram à greve: PNA-1 e a P-40. Já são 35 de um total de 39 plataformas da região que estão na luta para reverter as demissões na Fafen-PR.

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse nesta sexta-feira, que a empresa vai continuar a contratação de equipes de contingência, se houver necessidade, para garantir a produção de petróleo e gás durante a greve dos petroleiros. A estatal não informou quantas equipes já foram contratadas.

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