Petrobras sobe 2% e impulsiona Ibovespa

Mercado Financeiro / 15:24 - 8 de set de 2016

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O Ibovespa fechou em leve alta nesta quinta-feira, descolando-se das bolsas mundiais, que caíram em meio à decepção com a falta de estímulos do Banco Central Europeu. Subindo 0,17% a 60.232 pontos, o benchmark da bolsa brasileira renovou a sua máxima do ano e segue no seu maior patamar desde 5 de agosto de 2014, quando fechou cotada a 60.681 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 7,916 bilhões. Impulsionando a Bolsa estiveram as ações da Petrobras, que subiram com a surpresa com os estoques de petróleo, que caíram em 14 milhões de barris. Nesta quarta-feira, o mercado brasileiro ficou fechado por conta do feriado de 7 de setembro, mas o índice Brazil Titans 20, que reúne os principais ADRs (American Depositary Receipts) de empresas brasileiras negociadas em Wall Street, caiu 0,35% um dia depois do Ibovespa ultrapassar os 60 mil pontos pela primeira vez em mais de dois anos. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2018 cai 1 ponto-base a 12,47%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 avança 5 pontos-base a 11,90% também no after-market.   Ações em destaque   Os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 16,39, +2,44%; PETR4, R$ 14,22, +1,72%) subiram junto com a cotação do petróleo. A commodity avançou 4,20% a US$ 47,41 o barril do WTI (West Texas Intermediate), ao mesmo tempo em que o contrato futuro do barril do Brent para novembro subiu 3,69% a US$ 49,75. Os estoques de petróleo em Cushing, Ocklahoma (EUA), caíram em 14,51 milhões de barris na semana passada, contra uma estimativa mediana dos economistas de aumento de 631 mil barris. Na semana anterior, o número de barris havia aumentado em 2,28 milhões de barris. Já as ações da JBS (JBSS3, R$ 11,76, +6,81%) tiveram uma forte correção após derrocada de 12% nos últimos dois pregões, em meio à Operação Greenfield deflagrada na última segunda-feira (5) pela Polícia Federal. Por outro lado, as ações da Vale (VALE3, R$ 17,79, -2,63%; VALE5, R$ 15,21, -1,49%) e Bradespar (BRAP4, R$ 10,38, -2,63%) - holding que detém participação na mineradora - caíram seguindo o movimento dos preços do minério de ferro. A commodity cotada no Porto de Qingdao, na China, recuou 0,54%, a US$ 58,14 a tonelada.   Dólar   O dólar teve uma sessão de sobe e desce nesta quinta-feira, fechando o dia com alta ante o real, influenciado pela perspectiva de adiamento do processo de aumento de juros nos Estados Unidos e pela compra de moeda norte-americana por importadores atraídos pelos preços atrativos. O dólar avançou 0,07%, a R$ 3,2104 na venda, após despencar mais de 2% no pregão anterior. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana bateu em R$ 3,1656 e, na máxima, atingiu R$ 3,2187. O dólar futuro tinha alta de cerca 0,50% nesta tarde. “Houve um movimento especulativo no final da manhã, com o BCE e, sobretudo, pela compra de importadores, que aproveitaram o preço baixo”, comentou o operador da Spinelli, José Carlos Amado, referindo-se ao Banco Central Europeu. Durante a tarde, o dólar voltou a trabalhar pressionado, abandonando a queda que predominou por mais tempo nesta quinta-feira e que vem sendo bancada pela perspectiva de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não deve elevar os juros da maior economia do mundo tão cedo, mantendo a atratividade aos investidores globais de outros mercados que oferecem maiores rendimentos, como o Brasil. O Banco Central realizou pela manhã nova oferta de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

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