Petrobras: razões para orgulho e apreensão

Em pouco mais de seis décadas, os brasileiros construíram uma das dez maiores petroleiras do mundo.

Fatos e Comentários / 18:51 - 28 de out de 2019

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A indústria do petróleo tem 160 anos. Nasceu em Titusville, Pensilvânia (EUA), em 1859. No Brasil, o petróleo somente foi descoberto, por brasileiros, em janeiro de 1939. “Por décadas, interesses estranhos aos do Brasil alardearam não haver petróleo em nosso território. Queriam perpetuar a nossa dependência”, assinalou o ex-deputado Ricardo Maranhão, durante sessão solene na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro em comemoração aos 66 anos de fundação da Petrobras. O evento, realizado este mês, também marcou o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional e do Pagamento dos Royalties para o Rio.

Em pouco mais de seis décadas”, lembrou Maranhão, “os brasileiros realizariam feito extraordinário. Construíram uma empresa que fatura US$ 100 bilhões por ano. Uma das dez maiores petroleiras do mundo. Líder mundial na exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Três prêmios internacionais concedidos pela OTC, maior evento da indústria, espécie de Prêmio Nobel do petróleo”.

Talvez a maior façanha da Petrobras tenha sido a descoberta do pré-sal, as maiores jazidas identificadas no mundo nos últimos 40 anos, que demandou tecnologia própria, logística desafiadora, necessidade de novos materiais. “Vencemos tudo. Com o apoio da indústria brasileira, da nossa engenharia, com a participação das universidades e centros de pesquisa”, comemorou o ex-deputado, que é diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet). Os desafios foram enormes, mas as recompensas, extraordinárias: reservas monumentais, risco baixíssimo ou inexistente na exploração, poços com produção de até 65 mil baris por dia.

Este é, portanto, um momento de festa. Mas, também, de reflexão, de denúncia, de apreensão, de resistência, de luta. Há alegações falsas, de dificuldades financeiras. Quem, aqui, não ouviu dizer que a Petrobras tem dívida enorme? Impagável? Só não pediu recuperação judicial porque é estatal? É preciso vender ativos para pagar a dívida. Tudo mentira. Nos últimos anos, a Petrobras sempre teve, no mínimo, US$ 15 bilhões em caixa”, demonstrou Maranhão.

Estão vendendo ativos lucrativos, estratégicos. É uma privatização por etapas. Desmonte. É a desnacionalização de nossa economia. Bilhões e bilhões de dólares do patrimônio vendido em processos tortuosos, com questionamentos judiciais, sem transparência, venda a preços vis, desrespeitando a lei.”, denunciou.

O resultado é insegurança energética; a Petrobras deixar de ser empresa de atuação nacional para ficar circunscrita à parte da região Sudeste; monopólios privados e estrangeiros; política de preços absurda, que sacrifica os consumidores e prejudica a competitividade da economia. “Temos razões para nos orgulhar da Petrobras. Para parabenizá-la. Mas, também, razões redobradas para denunciar o que estão fazendo com a nossa maior empresa”, finalizou o diretor da Aepet.

 

A fila anda

Macri saiu do grupo. Bibi Netanyahu saiu do grupo. Matteo Salvini saiu do grupo. Piñera cede os anéis para não sair do grupo. Trump está na fila.

 

Rápidas

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