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Pesquisa revela que 48% dos brasileiros não têm hábito de ler rótulos de alimentos

Conjuntura / 13 Abril 2018

Aproximadamente 48% dos brasileiros não tem o hábito de ler as informações do rótulo dos alimentos - como ingredientes e tabela nutricional - e cerca de 52% dos que leem esses dados, 35% entendem apenas "mais ou menos" as informações, outros 14% dizem que entendem corretamente e 3% não entendem nada. A pesquisa promovida pelo Datafolha em contou com a participação de cerca de 2.573 pessoas em 160 cidades brasileiras.

Ler o rótulo dos alimentos é uma atividade a ser incorporada por todos, não é algo que se restringe para aqueles que buscam emagrecer, apresentam alguma intolerância ou restrição alimentar. Compreender o rótulo dos alimentos faz parte da Educação Nutricional da população, que se caracteriza como base do conhecimento para a prática de uma dieta saudável e equilibrada.

- O consumidor pode e deve ter conhecimento para ter suas próprias escolhas alimentares. A partir da Educação Nutricional a pessoa adquiri autonomia para poder escolher os alimentos que irão compor sua dieta, baseado em conhecimento e considerando sua cultura e seus hábitos, adotando hábitos alimentares saudáveis que irão contribuir para a melhora da qualidade de vida - destaca Ana Paula Del'Arco, nutricionista e consultora da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos).

As informações técnicas de um produto estão presentes na embalagem e são apresentadas por meio das informações nutricionais e da lista de ingredientes e são regidas por regras determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que devem ser rigorosamente cumpridas pelas empresas responsáveis pela fabricação do produto.

A primeira informação que é apresentada na tabela nutricional é a porção. Este item indica a quantidade recomendada que deve ser consumida daquele alimento. As informações nutricionais descritas são baseadas nesta quantidade, que está expressa em gramas (g) ou mililitros (ml) e também em medida caseira para facilitar o entendimento, como por exemplo, 1 colher de sopa, meia xícara de chá, etc.

Em seguida, as colunas se dividem em quantidade por porção e % VD (percentual de valores diários). Aqui são apresentadas as quantidades de calorias (valor energético) e dos nutrientes, que estão expressos em quantidades (calorias [kcal] ou kilojoules [kJ], gramas [g] ou miligramas [mg]) e também em percentual de valores diários (%VD). Os percentuais de cada nutriente foram calculados dentro de uma dieta padrão de 2000 calorias, usada como referência para os valores diários.

- As necessidades diárias variam de acordo com cada indivíduo, de acordo com alguns parâmetros como idade, prática de atividade física, sexo, ou seja, deve ser considerada individualmente - reforça Ana Paula.

A apresentação dos nutrientes na tabela nutricional respeita a seguinte ordem: carboidratos, proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, fibra alimentar e sódio, além do valor energético, ou podem ser apresentadas em modelo linear, sem estar necessariamente em formato de tabela.

A lista de ingredientes é apresentada em forma de texto corrido, em ordem decrescente, conforme a quantidade de cada ingrediente. O primeiro ingrediente que consta na lista é sempre aquele que estará presente em maior quantidade no produto e o último é aquele que está em menor quantidade.

- Atualmente os consumidores estão mais atentos, críticos e questionadores em relação à alimentação, o que é extremamente positivo, para que possa haver maior entendimento e reflexão sobre o tema. Respeitar a individualidade de cada pessoa, sua compleição física, seus hábitos e estilo de vida é fundamental para que uma dieta seja de fato equilibrada e balanceada. Através da Educação Nutricional, o entendimento correto e efetivo do rótulo dos alimentos é possível - comenta Ana Paula.

 

Cresce a procura por alimentos saudáveis em restaurantes da Região Sudeste

O segmento de alimentação saudável no Brasil cresceu 98% nos últimos cinco anos e atualmente o país possui o quinto maior mercado do segmento em todo mundo, segundo o estudo Euromonitor Internacional - The Top 10 Consumer Trends for 2017. Este crescimento também retrata a realidade dentro de estabelecimentos comerciais do Brasil, pois 52% notam a preocupação dos clientes em ter uma alimentação saudável, de acordo com a Pesquisa do Preço Médio da Refeição 2018, divulgada pela Sodexo.

Segundo o estudo, em 2017, o brasileiro buscou pratos mais equilibrados em termos nutricionais. Na Região Sudeste, por exemplo, houve um aumento de 11% na procura por legumes e verduras, 9% por sucos naturais, 8% por frutas e 7% na clássica combinação de arroz e feijão como componentes do prato.

- Sabemos que adotar uma alimentação adequada e saudável contribui para a melhoria da qualidade de vida, mas os benefícios podem ir além. Quando levamos o tema para o ambiente de trabalho, ter uma alimentação equilibrada contribui também para o bem-estar e consequentemente para o aumento da produtividade, uma vez que a variedade de alimentos é importante para que o corpo e a mente fiquem saudáveis para execução das atividades diárias da melhor forma possível. A Sodexo trabalha diariamente para melhorar os hábitos alimentares dos trabalhadores em todo o Brasil, faz parte de nosso propósito e acreditamos que isso é parte essencial para alavancar o desenvolvimento dentro das organizações e também da sociedadade”, comenta Kimie Ueta, nutricionista da Sodexo Benefícios e Incentivos no Brasil.

De acordo com o estudo, encomendado pela Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT) e que tem como ano-base 2017, foram visitados 4.587 estabelecimentos comerciais em 51 municípios, sendo 23 capitais, distribuídos pelas cinco regiões geográficas brasileiras.