Periferia paulistana concentra 15,5% dos desempregados

Aposentadorias sustentam 14% das residências da cidade.

São Paulo / 23:22 - 23 de jan de 2020

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A zona sul de São Paulo, uma das mais distantes do centro da capital, é a que registra o maior índice de desempregados, 15,5%. Em segundo lugar vem a zona norte, com 13,9% e em terceiro a leste, com 12,1%. Os índices de desemprego são menores na região central de São Paulo (10,1%), onde tem mais oportunidades de emprego e transporte público acessível. Em toda a cidade, o índice é de 12,8%.

Os dados são de pesquisa da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), divulgada nesta quinta-feira. De acordo com a pesquisa, a força de trabalho no Município é estimada em 6,45 milhões de pessoas. Deste total, 825 mil estão em idade economicamente ativa estão desempregadas.

A pesquisa também mostra que a zona sul concentra o maior percentual de população com o ensino fundamental incompleto, 41,4%. O índice de pessoas com ensino superior nessa parte da cidade é 10%. Na média, a cidade tem 34,1% de pessoas com ensino fundamental incompleto e 15,3% com ensino superior. No centro ampliado, 28,3% cursaram a universidade e 32,5% não chegaram a concluir o período escolar.

Em toda a cidade, 14% dos domicílios são sustentados exclusivamente por aposentadorias. O maior percentual é na zona norte, com 18,8%, e o menor na zona sul, com 9,8%. No centro ampliado, o índice fica em 13,5%.

O rendimento médio per capita também apresenta diferenças consideráveis entre as diferentes partes da cidade. No município a renda média é de R$ 1.452, chegando a R$ 2.366 no centro ampliado. Na zona sul, a renda média por pessoa é de R$ 1.095 e na parte da zona leste mais distante do centro, R$ 992.

A zona sul de São Paulo concentra 2,72 milhões de pessoas; o centro ampliado, 2,67 milhões; a zona norte, 2,3 milhões; a parte leste mais próxima do centro, 1,63 milhão e a zona leste mais periférica, 2,49 milhões. No total, vivem na cidade 11,81 milhões de pessoas.

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