Percentual dos que não conseguirão pagar contas cai em agosto

Percentual de endividados no Rio atingiu 63,5% em agosto; já porcentagem de famílias que não poderão pagar suas contas caiu para 13,3%.

Rio de Janeiro / 16:49 - 18 de set de 2019

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Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec) para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), o percentual de endividadas no estado do Rio de Janeiro atingiu 63,5% em agosto de 2019. O aumento foi de 1,9 pontos percentuais em relação a julho (61,6%) e 3,4 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano anterior.

O crescimento da proporção de endividados não é algo ruim em si. Por um lado, o maior endividamento pode refletir maior desemprego e menor renda. Por outro, o maior endividamento pode refletir também maior confiança na economia: boa perspectiva para o emprego dá à família maior segurança na decisão de se endividar.

O aumento da proporção de endividados entre julho e agosto pode refletir o aumento da confiança das famílias no mesmo período, posto que a taxa de desemprego tem cedido, mesmo que a uma velocidade ainda muito lenta e com criação de postos de trabalho majoritariamente informais.

A proporção do número de famílias que não terão condições de pagar suas contas reflete com mais precisão o ponto do ciclo econômico que nos encontramos. Em julho, 14% das famílias declararam que não teriam condições de pagar as suas. Já em agosto, esse percentual caiu para 13,3%. Na comparação interanual, o valor fechou 2,2 pontos percentuais acima do observado no mesmo mês do ano anterior.

A pesquisa revelou ainda que, na média, os endividados destinaram 27,7% da sua renda para o pagamento da dívida no mês de agosto, 0,7 ponto percentual menor que o registrado no mês de julho e 0,2 ponto percentual menor que o valor na comparação com o ano anterior. O comportamento pode ser reflexo da recente queda da taxa básica de juros, que caiu de 6,5 para 6% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Em nota, o IFec diz que "espera que o Copom decida na próxima reunião por um corte adicional de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, trazendo para 5,5% ao ano a taxa Selic. A redução do juro abrirá espaço no orçamento das famílias, o que induzirá queda adicional do percentual de famílias que não conseguirão pagar as suas contas. A liberação do FGTS, iniciada na última sexta-feira, deverá atuar na mesma direção."

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