Percentual de famílias endividadas cai 0,3 p.p. em setembro no Rio

Na média, endividados destinaram 27,4% da sua renda para o pagamento de dívidas no mês, 0,4 p.p. maior que o registrado em agosto.

Rio de Janeiro / 16:01 - 16 de out de 2019

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Em setembro, o percentual de famílias endividadas no estado do Rio de Janeiro caiu 0,3 p.p. frente ao mês de agosto, alcançando 63,2%. Porém, para o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (Ifec-RJ), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, é importante destacar que o significado econômico da queda da proporção de endividados pode ter motivos distintos. Por um lado, a queda pode espelhar uma diminuição da confiança dos consumidores observada em agosto. Menos confiantes quanto à evolução da sua renda futura, famílias tomam menos dinheiro emprestado para consumir. Por outro, a queda do endividamento pode refletir um afrouxamento da restrição orçamentária das famílias. O levantamento é do IFec-RJ, apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O levantamento também mostrou que em setembro, a proporção de famílias que não conseguirão pagar suas contas repetiu a queda registrada em agosto e atingiu 13,1%, redução de 0,2 p.p. na comparação mensal. Em termos absolutos, houve uma diminuição de 316.4 mil para 311.3 mil famílias.

Dentre os endividados, 78,9 % afirmaram que tem dívidas no cartão de crédito, o que equivale a um contingente de famílias 5,5 vezes superior ao volume de entrevistados com dívidas no carnê (12,2%), segunda maior modalidade de endividamento registrado em setembro de 2019.

Na média, os endividados destinaram 27,4% da sua renda para o pagamento da dívida no mês de setembro, 0,4 p.p. superior ao registrado no mês de agosto.

Na análise do IFec-RJ, os dois cortes na taxa de básica de juros realizados no final de julho e setembro, somados à medida de liberação dos recursos do FGTS, disponíveis para clientes que não são da Caixa Econômica Federal a partir da segunda quinzena de outubro deverão atuar para reduzir o número de famílias que não conseguirão pagar as suas contas; e diminuir a proporção da renda direcionada para o pagamento das dívidas;

O corte da taxa básica atuará para reduzir as taxas de juros que incidem sobre o crédito livre, o que reduzirá a quantidade de recursos hoje direcionados para o pagamento de dívida.

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