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Pela '1000ª vez' cientistas mostrarão que não há aquecimento global

Seminário objetiva correlacionar a discussão ambiental com decisões de cunho político.

Conjuntura / 14:35 - 12 de Jul de 2019

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A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira a realização de um seminário que reunirá cientistas, brasileiros e de outros países, que contestam a tese dominante de que a ação humana é a principal causadora das mudanças climáticas. O seminário foi proposto pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC).

Bittar explicitou seu objetivo de correlacionar a discussão ambiental com decisões de cunho político que são tomadas em nível multilateral por organismos internacionais, seguidas depois pelos governos nacionais.

- As questões ambientais balizam hoje decisões tomadas em regime internacional. As chamadas mudanças climáticas compelem quase todos os países em acordos ambiciosos de redução de emissão de gases, que causam um impacto significativo na vida das pessoas. Mas essas decisões são baseadas em dados que sofrem contestações. Os dados do IPCC (órgão científico da ONU que baliza as discussões sobre aquecimento global) são contestados por cientistas de peso - disse o senador durante a reunião.

 

Convidados

 

Pelo requerimento aprovado, serão chamados o geólogo japonês Shigenori Maruyama, professor na Universidade Tecnológica de Tokyo e autor do livro Aquecimento Global?; o físico norte-americano Richard Lindzen, professor no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e ex-colaborador do IPCC; o meteorologista brasileiro Luiz Carlos Molion, professor nas Universidades Western Michigan (Estados Unidos), Evora (Portugal) e na Federal de Alagoas (Ufal); e o geógrafo Ricardo Felício (USP).

Molion e Felício já participaram em maio de uma audiência pública na CRE. Também estão sendo chamados para o seminário o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o ministro-chefe do gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno. O seminário será promovido neste segundo semestre.

Mercosul e UE

A CRE também quer discutir no segundo semestre o acordo de livre comércio assinado entre a União Europeia e o Mercosul. Foi aprovado o pedido do presidente da comissão, Nelsinho Trad (PSD-MS), para uma audiência pública com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o brasileiro Roberto Azevêdo.

Outros convidados são a encarregada de Negócios da União Europeia para o Mercosul, Claudia Gintersdorfer; o secretário de Negociações Bilaterais e Regionais do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa; os embaixadores da Argentina, Uruguai e Paraguai no Brasil (respectivamente, Carlos Magariños, Gustavo Balbela e Bernardino Caballero); e mais três deputados que fazem parte do Parlasul: o uruguaio Daniel Caggiani, presidente do Parlasul; o venezuelano Daniel Williams, presidente da Comissão de Assuntos Internacionais; e o argentino Alejandro Karlen, presidente da Comissão de Economia.

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