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Paulo Guedes sabe como a Caixa trata os seus clientes?

Pequena empresa correntista paga muito e tem poucos serviços.

Acredite se puder / 26 Fevereiro 2019 - 18:42

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Apesar de a Caixa Econômica Federal tentar atrair novos clientes, pequenas empresas não podem ter contas na instituição, pois a empresa governamental está se utilizando de propaganda enganosa, ressaltando a cobrança das menores taxas do mercado. Ledo engano. Um amigo dessa coluna abriu um conta no dia 26 de novembro do ano passado e, para sua surpresa, em dezembro teve duas cobranças da taxa da cesta de serviços no valor de R$ 56 cada, referente aos meses de novembro e dezembro. Absurdo, pois essa taxa somente é cobrada no dia 15 de cada mês e, nos quatro dias em que a sua conta estava sendo implantada, nenhum movimento podia ser feito, pois não existia nem o cartão de débito para sacar o dinheiro do depósito inicial.

Aparentemente, a Caixa resolveu explorar os seus clientes, pois a tal da cesta, este ano passou para R$ 98,98. E não serve para nada, pois qualquer saque no caixa acima de R$ 50, estranhamente, o cliente é debitado em R$ 2. O fornecimento de cheques custa R$ 10. O ministro Paulo Guedes concorda com essa forma de a empresa se reestruturar?

 

CVM só olha a B3 não fazer nada

No dia 18 de fevereiro, o BTG Pactual respondeu inocentemente para a B3 que não existe qualquer fato que seja de seu conhecimento e que justifique isoladamente as escandalosas oscilações nas ações ordinárias de emissão do banco. Para se ter uma ideia, entre os dias 1 e 15 de fevereiro, a cotação dos papéis da instituição passou de R$ 10 para R$ 22,95, o que significa um acréscimo de 58,27%. Embora essa movimentação atípica tenha toda a característica de suspeita, a B3 aceitou passivamente a pífia explicação, apesar da negociação de apenas 200 ações até um máximo de 9.400.

Se a Comissão de Valores Mobiliários procedesse igual à Securities and Exchange Commission, já estaria analisando a movimentação e se preparando para punir Pedro Bueno da Rocha Lima, DRI do BTG Pactual, por não responder da maneira correta às perguntas feitas pela bolsa, na condição de preposto.

 

Ah, se o Brasil tivesse uma SEC

A Securities and Exchange Commission, devido a acusações de fraude, solicitou emergência no congelamento de ativos contra o Castleberry Financial Services LLC, fundo de investimento do sul da Flórida; o presidente T. Jonathon Turner, anteriormente conhecido como Jon Barri Brothers; e o CEO Norman M. Strell, sendo que o primeiro tem uma condenação criminal anterior e está em liberdade condicional após quase 20 anos de prisão. O regulador alega que eles fraudaram investidores de US$ 3,6 milhões.

A Castleberry apresentou para os investidores que tinha centenas de milhões de dólares em capital investido em empresas locais e um portfólio de centenas de propriedades para investimento. Além disso, diziam contar com a proteção da CNA Financial e do Chubb Group, quando essas seguradoras não mantinham relações com a Castleberry e não autorizavam o uso de seus logotipos nos materiais de vendas da Castleberry.

 

Filha de Amador Aguiar vira acionista do Bradesco

O Bradesco comunicou ao mercado que Lia Maria Aguiar, filha de Amador Aguiar, detentora de 6,49% do capital social da Cidade de Deus Companhia Comercial de Participações, deixou de compor o quadro societário dessa companhia e passou a deter participação inferior a 5% no capital do Bradesco.

 

Suborno à portuguesa

O ex-procurador-geral Fernando Pinto Monteiro esteve com procuradores da justiça portuguesa em Angola para apurar problemas com empresários dos países. Houve oferta de “um contêiner de paracuca (doce de amendoim e açúcar)”. Querem descobrir o que significa a linguagem codificada.

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