Partido expulsa Alexandre Frota por discordar da indicação

Críticas contra decisões e políticas de Bolsonaro, incluindo a indicação do filho para embaixador.

Política / 21:56 - 13 de ago de 2019

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O Partido Social Liberal (PSL) oficializou na manhã desta terça-feira a expulsão do deputado Alexandre Frota, decisão que já havia sido adiantada após o parlamentar ter publicado duras críticas contra decisões e políticas do governo Jair Bolsonaro, ao qual ele se aliou em março de 2018. Coube a deputada Carla Zambelli formular o pedido de expulsão da sigla, que foi subscrito pelos também deputados Caroline di Toni (SC), Bia Kicis (DF) e por Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP). O senador Major Olímpio (SP) também cobrou o afastamento definitivo do deputado.

As críticas do deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) ao presidente Bolsonaro já forma responsáveis pelo seu afastamento da vice-liderança do partido e da comissão que discute a reforma tributária na Câmara dos Deputados. Além de se abster em votar o segundo turno da reforma da Previdência, classificou a indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada dos EUA como “velha política”. Suas divergências públicas com o PSL tiveram início com o partido não ter aceito suas indicações para a Ancine.

No início de agosto, Alexandre Frota assinou uma carta aberta a Bolsonaro, na qual critica ampla e abertamente a indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada dos EUA. O deputado afirmou que o filho do presidente não era qualificado o suficiente para o cargo e classificou a nomeação como um “mimo”. “A diplomacia nesse nível pressupõe notórios conhecimentos de política internacional, amplos relacionamentos e, sobretudo, profundas habilidades de negociação. Eduardo nada tem de diplomático, haja vista ter aventado até mesmo o fechamento do STF por ‘um cabo e um soldado'”, escreveu Frota.

Em abril, Frota publicou uma série de mensagens em sua conta oficial no Twitter, afirmando que o PSL já havia sido ameaçado pelo governo e atacando o guru ideológico de Bolsonaro, Olavo de Carvalho. “O PSL é dividido entre a tropa de choque, os olavos amestrados e os coisas. Querem saber quando vamos nos entender? Todos os dias temos que ficar limpando as cagadas do governo e aí temos que ouvir um monte de merda que não é culpa nossa”, escreveu.

Frota também declarou publicamente que se opunha à indicação do colega para o comando do PSL em São Paulo, aderindo ao grupo que apoiava a escolha de Joice Hasselmann para essa função. “Estou aguardando há dez dias os documentos de prestações de conta do diretório estadual e até agora não me enviaram”, afirmou o deputado. Na mesma semana, ele publicou em suas redes sociais uma matéria especial do Estado sobre os seis meses do caso Queiroz.

 

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