Parceria da CNI e Apex vai atender 1,7 mil empresas

Estimativa é gerar US$ 350 milhões em negócios.

Negócios Internacionais / 17:50 - 16 de set de 2019

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) fecharam nova parceria para apoiar a estratégia de inserção de empresas brasileiras no comércio internacional. Ao longo dos próximos dois anos e meio (30 meses), R$ 13 milhões serão investidos conjuntamente pelas duas entidades em 40 ações de promoção de negócios e prospecção de mercados no exterior e rodadas com compradores estrangeiros no Brasil. A meta é atender 1,7 mil empresas de diversos setores industriais e estados, com estimativa de gerar ao menos US$ 350 milhões em novos negócios. O convênio tem também como objetivo abrir novos mercados externos, incentivar a exportação de novos produtos brasileiros e fomentar a internacionalização de novas empresas.

A parceria entre a CNI e a Apex-Brasil tem mais de uma década. Desde 2008, as duas instituições unem esforços para ampliar a participação do Brasil no comércio global. Apenas de 2013 para cá, as 4,5 mil empresas apoiadas fecharam vendas de mais de US$ 2,5 bilhões após participar das ações de promoção de negócios. Para o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, o trabalho coordenado entre as duas instituições potencializa o resultado das ações. “O Brasil ainda tem um universo de empresas exportadoras muito reduzido, de menos de 30 mil. Precisamos ampliar esse número e, principalmente, trazer as pequenas e médias empresas para a atividade internacional”, afirma.

O projeto aprovado é assertivo e estratégico no estímulo à primeira exportação e atua de forma sinérgica a outros serviços e produtos da Apex-Brasil, como os projetos setoriais e o programa de qualificação Peiex. A capilaridade da iniciativa dentro do Brasil é impressionante e fruto da credibilidade e atuação da CNI, um grande parceiro, junto à rede de federações nos Estados. Haverá, também, um maior fluxo de empresas atendidas entre as duas instituições, com complementariedade de iniciativas e colaboração conjunta nas trilhas de internacionalização das empresas brasileiras”, comenta Isabel Tarrisse, gerente executiva da Diretoria de Negócios da Apex-Brasil.

 

Exportações fluminenses têm alta de 17%

O Estado do Rio de Janeiro registrou saldo comercial de US$ 5,7 bilhões no primeiro semestre do ano, puxado pelo aumento de 17% nas exportações – o melhor desempenho desde 2013 – e queda de 3% nas importações. O resultado manteve o Rio como segundo estado brasileiro com maior fluxo internacional, atrás apenas de São Paulo. A corrente de comércio atingiu US$ 22,1 bilhões, sendo US$ 13,9 bilhões em exportações e US$ 8,2 bilhões em importações. Os dados são do Rio Exporta, boletim de comércio exterior do estado, elaborado pela Firjan.

O resultado se deve, sobretudo, às vendas externas de produtos básicos, que vêm aumentando desde 2016 e somaram, no período, US$ 9,3 bilhões”, conta Flavia Alves, especialista em Comércio Exterior da federação. O item líder da pauta continua sendo o petróleo, destinado principalmente à China e aos Estados Unidos. Houve uma expansão de 19% nas vendas do produto, que em valores somou para o estado US$ 9,1 bilhões.

Mas os manufaturados também apresentaram crescimento: alavancaram 47% no semestre e bateram recorde de vendas no período (US$ 3,7 bilhões). Os semimanufaturados, entretanto, registraram queda de 13% de janeiro a junho deste ano. Na avaliação do fluxo internacional exclusive petróleo, houve aumento de 13% nas exportações e queda de 4% nas importações.

Para a Argentina, em função da crise enfrentada no país vizinho, as exportações caíram 53% no semestre. Paulo Penna, gerente de Logística da Spice Indústria Química / Archroma na América Latina, conta que a empresa, de fato, vendeu menos para o país vizinho, mas a recuperação do mercado peruano e chileno compensou. “Com isso, mantivemos o nosso resultado no que tange à exportação. Entretanto, estamos apreensivos com a questão política e econômica argentina neste momento. Temos receio de que o país volte a colocar barreiras às exportações, o que impactaria os negócios”, avalia.

Entre os demais destaques da balança comercial do semestre estão os avanços de 383% em equipamentos de Informática e eletrônicos; de 90% em máquinas e equipamentos; e de 89% em coque e biocombustíveis. Esses resultados compensaram as quedas de 46% nas exportações de veículos automotores e de 23% de produtos químicos.

 

Egito abre mercado para lácteos brasileiros

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) anunciou neste sábado (14) a abertura do mercado egípcio para produtos lácteos brasileiros. Aguardada desde 2016, a entrada dos produtos do Brasil poderá atingir um mercado de 100 milhões de consumidores. “Essa é uma grande notícia que nós esperávamos. Foram muito rápidas as negociações e a partir do mês que vem o Brasil está pronto para exportar produtos lácteos para o Egito. Mais uma vitória de abertura de mercados do Brasil para os países árabes”, comemorou a ministra, que iniciou nesta semana uma missão para o Oriente Médio, em busca de fortalecer a parceria comercial e abertura de mercado para os produtos agropecuários brasileiros. As exportações de produtos lácteos do Brasil para o Egito estavam suspensas desde 2015 e, desde 2016 havia um pedido para que o Egito aprovasse o Certificado Sanitário Internacional, que é o primeiro pré-requisito para esse tipo de exportação. As negociações foram intensificadas há duas semanas.

Esse novo mercado é de 100 milhões de consumidores, além dos países vizinhos, pois o Egito tem vários acordos de livre comércio. Vamos ter como competidores os produtores da União Europeia e da Nova Zelândia, que já têm este mercado consolidado, mas de qualquer forma é uma oportunidade para o Brasil ganhar competitividade e ter um novo mercado para o seus produtos”, explicou o adido agrícola brasileiro no Egito, Cesar Teles. O potencial de negócios com a abertura é de cerca de US$ 8 bilhões. O Egito é o primeiro dos quatro países que serão visitados pela ministra Tereza Cristina na missão ao Oriente Médio. Até o dia 23 de setembro, a comitiva ainda passará pela Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

 

Startout Brasil seleciona 17 para Boston

O próximo ciclo de imersão do StartOut Brasil será realizado na cidade norte-americana com a segunda maior comunidade brasileira nos Estados Unidos, ficando atrás apenas da Flórida. A capital do estado com uma das economias mais promissoras do país também importante “hub” de inovação e empreendedorismo científico-tecnológico. Já sabe de onde estamos falando? É isso mesmo! De 22 a 27 de setembro, 20 startups terão a oportunidade de imergir no ecossistema empreendedor de Boston. A cidade mais populosa do estado norte-americano de Massachusetts ocupa a quarta posição em investimentos no país, segundo a National Venture Capital Association. Boston é um ecossistema inovador de empreendedorismo tecnológico favorável ao desenvolvimento de startups. Informações: startoutbrasil.com.br/ciclo/boston

 

Contato com o colunista: pietrobelliantonio0@gmail.com

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